"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará" - Jo 8:32

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Quem são os Filhos e "Filhas de Deus" mencionados em Gênesis 6:2?



Os comentaristas bíblicos têm proposto pelo menos três interpretações diferentes para as expressões “filhos de Deus” e “filhas dos homens” em Gênesis 6:2. Alguns identificam, com base em uma antiga tradição rabínica, os “filhos de Deus” como anjos, e as “filhas dos homens” como mulheres em geral. Embora as Escrituras se refiram algumas vezes aos seres celestiais como “filhos de Deus” (Jó 1:6; 2:1; 38:7), isso não significa que este seja o caso em Gênesis 6:2, pois no mesmo contexto é dito também que as “filhas dos homens” tiveram filhos através de relações sexuais com esses “filhos de Deus” (Gn 6:4). Seria irônico admitir que anjos mantiveram relações sexuais com mulheres, uma vez que o próprio Cristo declarou que eles não “casam, nem se dão em casamento” (Mt 22:30; Mc 12:25; Lc 20:34-36).

Outros comentaristas procuram evitar as dificuldades da teoria anterior interpretando a expressão “filhos de Deus” como uma referência a filhos de príncipes, e a expressão “filhas dos homens” como uma alusão a mulheres das classes sociais inferiores. Mesmo que o rei Davi (II Sm 7:14) e os juízes do povo de Deus (Sl 82:6) sejam reconhecidos como filhos de Deus, não existe qualquer base bíblica para alegar que as expressões de Gênesis 6:2 surgiram uma distinção de castas sociais entre nobres e plebeus.

Uma terceira interpretação, bem mais coerente com o consenso das Escrituras, reconhece como “filhos de Deus”, em Gênesis 6, os descendentes de Sete, que eram homens tementes a Deus (Gn 4:25; 5:32); e como “filhas dos homens”, as mulheres incrédulas da linhagem de Caim (Gn 4:1-24). Tal união de crentes com descrentes é considerada, nesse contexto, como uma evidência de apostasia do povo de Deus (Gn 6:1-7). Esse mesmo tipo de união continuou sendo desaprovado tanto no Velho Testamento (ver Êx 34:15 e 16; Dt 7:1-4) como no Novo Testamento (ver II Co 6:14 e 15). Concordamos, portanto, com os comentaristas que vêem os “filhos de Deus” em Gênesis 6:2 como meros seres humanos tementes a Deus (contrastar com Gl 3:26; Ef 2:19; I Jo 3:1).
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domingo, 19 de julho de 2015

Qual foi o “sinal” que Deus colocou em Caim?




A marca de Caim (Gn 4:15)

Algumas pessoas têm sugerido, especulativamente, que o sinal que Deus colocou em Caim foi a cor negra, que acabou dando origem ao povo africano. Essa teoria, porém, é completamente destituída de fundamentação bíblica e de comprovação histórica. Para entendermos melhor o assunto, devemos reconhecer, em primeiro lugar, que esse sinal não foi um sinal de maldição, mas de proteção. Foi somente depois de amaldiçoado pelo assassinato de seu irmão Abel (Gn 4:8-12) que Caim recebeu de Deus sinal, “para que o não ferisse de morte quem quer que o encontrasse” (Gn 4:15). Devemos lembrar também que a raça humana pós-diluviana derivou dos três filhos de Noé (Gn 7:13; 10:1-32), que eram descendentes de Sete (ver Gn 5) e não de Caim, o que elimina praticamente a possibilidade da perpetuação de qualquer característica genética de Caim.

Quer esse “sinal” (hebraico ‘oth) tenha sido realmente uma marca visível colocada sobre a pessoa de Caim, como querem alguns, ou apenas um sinal a ele mostrado como garantia de proteção, como sugerem outros, o certo é que não dispomos de informações suficientes para identificá-lo mais precisamente. Isso significa que toda e qualquer tentativa de uma identificação exata desse sinal não passa de mera conjectura artificialmente imposta ao texto bíblico.
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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Delegados votam que divisões não podem autorizar ordenação de mulheres

Delegados tiveram de se registrar antes de votarPor 1.381 votos contra 977, os delegados presentes à Assembleia Mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia votaram que as 13 divisões não podem autorizar ordenação de mulheres ao ministério pastoral. O assunto já é debatido oficialmente em reuniões da Igreja desde o ano de 1990. Votaram 2.363 delegados. Houve cinco abstenções.
Antes de iniciar os trabalhos administrativos, o pastor Ted Wilson, presidente mundial da organização, pediu aos delegados que se manifestassem sobre o assunto com muita oração. Ele lembrou que, em 1990, a decisão da Assembleia foi por não ordenar mulheres. Em 2010, na reunião realizada em Atlanta, o assunto foi objeto de uma solicitação para que fosse mais uma vez apresentado. E o pedido foi aceito nessa Assembleia de San Antonio.
O vice-presidente mundial, pastor Michael Ryan, conduziu os trabalhos administrativos e explicou que a votação se daria com cédulas secretas. Todos os delegados tiveram seus registros checados para confirmar o número de presentes. Os registros oficiais dão conta de 2.500 delegados nessa Assembleia.
A pergunta objetiva feita aos delegados, para que respondessem sim ou não, foi se as divisões têm autorização para decidir sobre ordenação de mulheres em seu território.
Comitê de Estudos
Durante dois anos, teólogos de todo o mundo foram chamados para debate o assunto sob o ponto de vista teológico em um comitê chamado TOSC. As conclusões obtidas a partir desse debate foram apresentadas e votadas no Concílio Anual da Associação Geral da Igreja Adventista.
O coordenador desse Comitê, o pastor Artur Stele, um dos vice-presidentes mundiais, esclareceu que pelo menos três posicionamentos ficaram definidos após os estudos.
Segundo o pastor Erton Köhler, presidente da Divisão Sul-Americana, com essa decisão mundial a Igreja, para oito países sul-americanos, seguirá em harmonia com a decisão mundial e avaliará, por diferentes meios, na sua Comissão Diretiva, como ampliar a presença feminina na liderança das congregações locais e da sua própria organização. [Equipe ASN, Felipe Lemos]
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Sobre o Autor:

Jair Gomes Silva é aluno do curso de Teologia da Faculdade Adventista da Amazônia. Tem grande interece pela área da teologia histórica. Ama fazer evangelismos e ganhar almas para Cristo.