"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará" - Jo 8:32

sábado, 25 de junho de 2016

Ellen Gold White e o Brasil

Pesquisa inédita revela detalhes da relação da escritora e de seus familiares com o Brasil
Às 15h40 de uma sexta-feira, dia 16 de julho de 1915, aos 87 anos, chegou ao fim a jornada de 70 anos de ministério de Ellen White. Créditos: Ellen White Estate
Precisamente há cem anos, no dia 16 de julho de 1915, faleceu na Califórnia (EUA) Ellen White, pioneira da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ao longo de aproximadamente 70 anos de trabalho ativo, Ellen White escreveu em torno de cem mil páginas acerca de praticamente qualquer tema relevante ao desenvolvimento físico, mental e espiritual.
No Brasil, existem 118 títulos de sua autoria, sendo o português a segunda língua em que seus escritos foram mais traduzidos (atrás apenas do espanhol). Aliás, seu livro mais conhecido e traduzido no mundo, Steps to Christ (1892), foi o primeiro livro de Ellen White traduzido para a nossa língua[1]. Apenas três anos depois do lançamento dessa obra nos Estados Unidos, o material foi traduzido pelo imigrante recém-converso ao adventismo, Guilherme Stein Jr[2].
Última residência de Ellen G. White, em Santa Helena, Califórnia (EUA). Funcionou como escritório administrativo do White Estate até 1938. Ali chegaram as correspondências vindas do Brasil. Créditos: Ellen White Estate
Contudo, o leitor mais atento das obras de EGW certamente percebeu que ela nunca citou o Brasil em seus escritos. Os motivos parecem ter sido os mais diversos: o país ainda não estava na órbita de influência da Europa e dos Estados Unidos no século 19 e início do século 20, embora desde 1823, a partir da chamada Doutrina Monroe, já houvesse interesse dos Estados Unidos pela hegemonia da América do Sul. Ainda assim, para a grande maioria dos estadunidenses, o Brasil era percebido como um exótico país, terra de índios e negros onde a língua oficial era o espanhol.
Tendo isso em vista, pode parecer surpreendente o fato de que ninguém menos que José Bates se converteu no Brasil em 1824, quando ainda era marinheiro, por ocasião de suas viagens comerciais a bordo do Empress. Assim ele escreveu em The Autobiography of Elder Joseph Bates (Steam Press, 1868, p.193): “Em meu contato entre essas pessoas, que eram todas católicas, não achei ninguém para conversar sobre religião. […] Sentia um forte desejo de encontrar algum lugar para meditação e retiro para libertar minha alma e dar vazão para meus sentimentos interiores e tinha a impressão de que, se pudesse penetrar na densa floresta, poderia em certa medida encontrar alívio. Uma oportunidade se abriu para mim. Com a companhia de minha Bíblia, saí da cidade e segui a praia até encontrar uma mata virgem onde pudesse entrar. Ali desfrutei de liberdade em oração além de qualquer coisa que já havia experimentado antes. Foi de fato um lugar celestial com Jesus Cristo.  Quando meus negócios permitiam, costumava gastar a tarde em retiro em algum lugar nessas matas; e as vezes por temer répteis geralmente subia em uma grande árvore, acomodando-me em segurança num dos seus galhos, desfrutando da mais preciosa ocasião em ler as Escrituras, cantando, orando e louvando ao Senhor.”
A família White deve ter lido sobre os brasileiros e seus hábitos através do diário de Bates. Afinal, desde aproximadamente 1844, eles eram companheiros. No diário é descrito o costume popular de “malhação do Judas”, a fabricação de farinha de mandioca e os malefícios do hábito do consumo da pinga. Em 1846, já aposentado da marinha, Bates aceitou o dom profético de Ellen, sendo companheiro do casal White nos primeiros tempos do adventismo.
Ellen White não concluiu seus estudos formais e não compreendia outras línguas além do inglês. No entanto, isso não diminuiu seu interesse e preocupação com o ministério além-mar, onde a mensagem do advento era desconhecida, chegando oficialmente na Europa na década de 1870 através de John Nevins Andrews. Na Alemanha, em outubro de 1887, teve contato pessoal com duas famílias, Lindermann Doerner[3], que migraram posteriormente para o Brasil, já adventistas, onde se estabeleceram no Sul do país.
Frederick W. Spies (1866-1935), presidente da Conferência União Brasileira, encontrou-se com Ellen G. White em 24 de agosto de 1909, em Council Grove, Kansas (EUA). Créditos: Flávio Araújo Garcia
Em 1909, em seu último discurso em uma sessão da Associação Geral, em Takoma Park, Washington, entre 13 de maio e 6 de junho, aos 82 anos, ela proferiu sua conhecida frase acerca da Bíblia: “Recomendo-vos este livro”[4]. Ao percorrer o longo caminho de volta da costa leste para a oeste, na pequena cidade de Council Grove, Kansas, em uma campal para imigrantes alemães, no dia 25 de agosto, encontrou-se com Frederick W. Spies (1866-1935), teuto-alemão que era presidente da Conferência União Brasileira e único delegado representando o Brasil. Abordando Atos 2, Ellen pregou sobre a importância das línguas para o avanço da obra. Ela ficou em Kansas durante quatro dias, onde falou quatro vezes, três delas em inglês e uma vez para os irmãos alemães, provavelmente traduzida por Spies.[5]
Ele foi importante figura da igreja no Brasil, trabalhando inclusive como gerente da Casa Publicadora Brasileira. Frederick W. Spies está sepultado no cemitério de Vila Assunção em Santo André, São Paulo. Um detalhe interessante é que Spies, John Lipke, Augusto Pages e Guilherme Stein Jr. trocaram mais de 50 cartas com W. C. White, filho da pioneira, entre 1901 e 1929 em Santa Helena, Califórnia.
James Edson White, o outro filho do casal, apoiou o trabalho de evangelização dos negros no sul dos Estados Unidos com a impressão da Cartilha Evangélica, traduzida para o português em 1898. Esse livro, uma das primeiras cartilhas protestantes de alfabetização no Brasil, foi impresso nos Estados Unidos e vendido pelos colportores nacionais antes do estabelecimento da Casa Publicadora Brasileira.
O neto de Ellen, Arthur L. White (1907-1991), foi secretário do White Estate durante 41 anos e esteve no Brasil duas vezes (1952 e 1962), promovendo o legado da avó.
Arthur L. White, neto de Ellen White, esteve duas vezes no Brasil (1952 e 1962). No Colégio Adventista Brasileiro, em 1962, Arthur participou como professor do curso de Extensão de Teologia da Associação Geral. Ele é o terceiro (da direita para a esquerda) que está sentado. Créditos: Flávio Araújo Garcia
A partir deste brevíssimo resumo, podemos destacar a importância de Ellen White para o Brasil, bem como as relações da profetisa com um país que, embora pouco expressivo em sua época, se tornou uma das “potências” do adventismo. Hoje, por iniciativa de membros e amigos da igreja, diversas cidades brasileiras nomeiam praças e ruas em homenagem a Ellen White[6].
Elder Hosokawa, mestre pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, é coordenador do curso de História do Unasp, campus Engenheiro Coelho. Fabio Augusto Darius é doutor pela Escola Superior de Teologia (EST) e atua como professor do curso de História no Unasp, campus Engenheiro Coelho
[1] Traduzido para 150 línguas, Steps to Christ é considerado o décimo quarto livro com maior tiragem no mundo, acumulando 60 milhões de exemplares.
[2] STEIN Jr., Guilherme. A voice from Brazil. The Home Missionary. Julho, 1895, p. 135.
[3] DELAFIELD, D. A. Ellen G. White in Europe. Washington, D. C.: Review and Herald Publishing Association, 1975, p. 282. Lindermann e Doerner são as famílias pioneiras da IASD na Alemanha (1870) e no interior do Rio Grande do Sul (1896), ainda no final do século 19. GRAF, Huldreich H. Travels in Rio Grande do Sul. The Missionary Magazine. Junho, 1896, p. 239 e 240.
[4] AAMODT, T. D. (Ed.) Ellen G. White: American Prophet. New York: Oxford University Press, 2014, p. 149.
[5] WHITE, W.C. At the Iowa and Kansas Camp-Meetings. Advent Review and Sabbath Herald. 6 de janeiro 6, 1910, p. 9.
[6] Uma das primeiras iniciativas do poder público em homenagem à pioneira adventista ocorreu em 1999, na capital paranaense. No bairro do Ahú, um jardinete recebeu o nome dela. Em 8 de abril de 2013, em Franca (SP) um logradouro também foi inaugurado em homenagem a Ellen White. Outro fato recente foi o decreto municipal nº 10.734, assinado em 9 de junho de 2014, na capital mineira, que atribuiu o nome da escritora a uma praça no bairro Solar do Barreiro. Vale lembrar ainda que Ellen figura na galeria de retratos da Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura da Paz (Umapaz), no Ibirapuera, na capital paulista. No dia 20 de dezembro de 2013, a escritora foi reconhecida como vanguardista no discurso sobre saúde e sustentabilidade.
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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Comissão do Senado aprova lei pró-guardadores do sábado


Apesar do momento de turbulência política vivido pelo Poder Legislativo do Brasil, uma legislação a favor dos guardadores do sábado avançou em mais uma etapa. Nesta quarta-feira, 15, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal o substitutivo do Projeto de Lei Complementar (PLC) 130/2009 que prevê realização de provas em dias que não coincidam com o período de guarda religiosa. Segundo a proposta original do deputado Ruben Otoni, a escola deveria oferecer um horário no mesmo turno em que o aluno estiver matriculado como alternativa. “O objetivo é regulamentar a situação dos adventistas do sétimo dia, dos batistas do sétimo dia, dos judeus e de todos os seguidores de outras religiões que guardam o período entre o pôr do sol da sexta-feira até o pôr do sol do sábado em adoração divina”, explica o deputado.

De acordo com a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a possibilidade deverá ser aberta a alunos de qualquer nível de ensino, matriculados em escola pública ou privada. O pedido de ausência terá de ser encaminhado previamente por requerimento fundamentado. O substitutivo do Senado prevê, ainda, a oferta de dois tipos de alternativas pela escola, que deverá escolher uma delas e oferecê-la sem custo para o estudante.

Uma das formas de compensação é a realização de prova ou aula de reposição em data diferente, seja no turno de estudo do aluno ou em outro horário negociado com a escola. A segunda delas é a cobrança de um trabalho escrito ou outra modalidade de atividade de pesquisa, com tema, objetivo e data de entrega definidos pela instituição de ensino. O substitutivo inclui a matéria em novo artigo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, legislação máxima educacional brasileira.

O relator na Comissão, senador Paulo Paim, ressaltou que a legislação atende ao que prevê a Constituição Federal no seu artigo 5º, no que diz respeito à liberdade de consciência das pessoas em relação a dias de guarda religiosos (como o sábado, no caso dos adventistas e judeus), mas frisou que as justificativas para essas alternativas às provas devem ser plausíveis para que se evitem abusos e injustiças.

O presidente do Observatório da Liberdade Religiosa, em Brasília, advogado Pablo Sukiennik, informou que a entidade foi uma das responsáveis por trabalhar para garantir uma maior rapidez na apreciação do assunto na Comissão de Constituição e Justiça. “Existe uma lacuna na legislação brasileira em relação a esse tema, o qual afeta a vida de milhões de brasileiros, pais e alunos”, ressalta nota do Observatório enviada ao senador Paulo Paim.

Para o diretor de Liberdade Religiosa da Igreja Adventista em oito países sul-americanos, Hélio Carnassale, esse tipo de legislação, caso aprovada de maneira definitiva pelo legislativo brasileiro, é uma importante vitória na garantia dos direitos de crença dos guardadores do sábado e de demais grupos que observam dias religiosos e, ao mesmo tempo, querem obter formação educacional. A matéria ainda será apreciada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte em caráter terminativo, e será submetida posteriormente à sanção presidencial.

(Felipe Lemos, ASN)
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terça-feira, 3 de maio de 2016

Jovem aceita a Cristo e decide fazer Teologia depois de ler livros do Impacto Esperança


O Projeto Impacto Esperança estimula a leitura de livros com temas bíblicos variados, que são capazes de mudar a vida do leitor. Foi criado em 2008 pela Igreja Adventista na América do Sul e desde então tem mobilizado os mais de dois milhões de fiéis adventistas no território sul-americano, com mais de 200 milhões de livros e revistas entregues.
Essa semente de esperança chegou à casa de Lucas Fávero, em Ubiratã, no Oeste do Paraná, por meio de um primo que é pastor adventista. Em 2007 e 2008, o familiar entregou dois livros missionários ao pai de Lucas: Os Dez Mandamentos e Esperança para Viver. Como o pai era muito ocupado com o trabalho, guardou os livros no fundo de uma gaveta e não demonstrou nenhum interesse.
Tempos depois, entre os 12 e os 13 anos, Lucas descobriu os exemplares, e hoje diz que inicialmente se interessou apenas pelas capas atrativas. Ao folhear as primeiras páginas, observou que vários pontos estavam em dissonância com o que aprendia na outra denominação. Mesmo assim, por influência de familiares, deixou a mensagem de lado.
Aos 15 anos, pediu uma garota adventista em namoro. Ela, no entanto, disse que só aceitaria o compromisso se ele fizesse estudos bíblicos e entrasse no Clube dos Desbravadores. Ele aceitou prontamente, mas a princípio não levou o estudo bíblico tão a sério. A cada nova lição, porém, percebia que já conhecia aqueles ensinamentos de algum lugar.
Foi então que voltou a procurar os livros do Impacto Esperança, passou a valorizar os estudos e foi batizado. “Tudo isso somente foi possível por conta dos livros que outrora tinha lido por simples curiosidade”, afirma. Lucas pensava em ser um engenheiro civil, mas depois de ouvir um sermão estimulando os jovens a serem pastores decidiu mudar de área. Hoje, cursa o quarto ano de Teologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo, no Campus Engenheiro Coelho (Unasp-EC).
Para ele, o Projeto Impacto Esperança é fundamental não apenas por alimentar internamente a Igreja, mas principalmente porque “aqueles livros conseguem chegar aonde nenhum pastor, nenhum membro da Igreja vai conseguir chegar. E na minha casa eu duvido que chegaria se não fosse dessa forma. E muitos desses resultados, a gente não vai conseguir ver aqui, agora. A gente vai ver só lá no céu”, conclui.
De acordo com o presidente da Igreja Adventista na América do Sul, pastor Erton Köhler, “o sonho é colocar um livro e uma semente de esperança dentro de cada casa no território sul-americano, e nós calculamos que haja por volta de 100 milhões de domicílios em todo o continente”.
Impacto Esperança 2016
Neste ano, o Impacto Esperança 2016 será realizado nos dias 14 e 15 de maio. Serão distribuídos de graça 18 milhões e 500 mil livros – 14 milhões em português e 4,5 milhões em espanhol – com o tema Esperança Viva. A autoria é do pastor Ivan Saraiva, apresentador do programa Está Escrito da TV Novo Tempo.
O livro fala sobre algumas doutrinas bíblicas consideradas polêmicas, como guarda do sábado, teologia da prosperidade, criacionismo versus evolucionismo e uso de línguas estranhas em cultos religiosos. Os temas foram escolhidos, segundo o autor, com o objetivo de alcançar pessoas que não acreditam mais em igrejas e no evangelho.
“Vivemos um fenômeno pós-moderno onde há uma superficialidade do conhecimento bíblico e um alto índice de rejeição ao evangelho. A intenção é mostrar que a Bíblia também não concorda e não aceita qualquer outro evangelho além do que ela mesmo apresenta”, ressalta ele.
Programação
No sábado, dia 14, a expectativa é de que os mais de dois milhões de adventistas que compõem as mais de 25 mil Igrejas na América do Sul sejam divididos em grupos e façam a distribuição de casa em casa.
No domingo, 15 de maio, serão promovidas Feiras de Saúde por todo o território sul-americano. Profissionais e voluntários vão atender a população de graça com aferições de pressão arterial, testes de glicemia, testes de aptidão física, dicas de nutrição e consultas com clínicos gerais. Ao final de cada procedimento, os participantes irão receber um livro missionário.
Segundo o médico Marcello Niek, diretor do Departamento de Saúde da Igreja Adventista para oito países da América do Sul, o objetivo é despertar o interesse da população pelo tema da saúde. “Queremos apresentar a proposta de saúde preventiva composta pelos 8 remédios naturais”, pontua.
Os convidados serão a população em geral, acima de 14 anos. Em alguns lugares, no entanto, haverá a Feira Kids, uma versão para crianças de todas as idades, e também a PetSaúde, uma versão para animais de estimação.
Versão digital
O livro Esperança Viva está disponível também em versão digital neste site. Para o diretor de Marketing Digital da sede sul-americana adventista, Carlos Magalhães, “a expectativa é que cerca de um milhão de downloads sejam feitos do exemplar em formato PDF”. O link também pode ser compartilhado nas redes sociais.
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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Chineses envolvem milhares em ações de evangelização web

Representantes da comunicação adventista no país oriental mostram o funcionamento dos grupos de evangelização por redes sociais.


Eles vieram de longe, viajaram mais de 11 mil quilômetros, entre a capital chinesa e Silver Spring, perto de Washington, mas estão otimistas. O pastor Daniel Jiao, diretor de Comunicação da União Chinesa da Igreja Adventista, é um deles. Veio ao Gain, Global Adventist Internet Network, nos Estados Unidos, para motivar outros a se envolver com ações de evangelização via web. O outro que o acompanha é Zhao Rui, nomeado como evangelista da internet adventista na China.
O desafio deles é enorme. Maior do que se pode imaginar, ainda mais em um país com sofisticados meios de controle sobre o conteúdo de sites e redes sociais. A China, no entanto, é um país com muita gente conectada. Calcula-se que mais de 730 milhões de pessoas no país sejam ativos usuários de internet. A população total chega a praticamente 1 bilhão e 400 mil pessoas.
É nesse contexto que o evangelismo online adventista chinês se insere. Pastor Jiao explicou à reportagem da ASN (Agência Adventista Sul-Americana de Notícias) que os primeiros passos do trabalho foram dados em 2003, mas, em 2008, efetivamente houve um apoio financeiro maior aos projetos de ações virtuais por parte da Associação Geral da Igreja Adventista.

Rede de voluntários
O segredo do trabalho chinês é o colaboracionismo. Com uma equipe enxuta, de cerca de 20 pessoas que trabalham em tempo integral, eles entenderam que precisavam mobilizar mais gente para criar uma verdadeira rede de colaboração na tarefa de apresentar os ensinos bíblicos a mais pessoas. Treinaram e motivaram cerca de dez mil voluntários (o país conta com aproximadamente 400 mil membros adventistas) que produzem todo o conteúdo em várias partes do país. Vídeos, textos e áudios sobre diferentes temas como saúde, educação, família e testemunhos são produzidos em grande quantidade. Jiao estima que, desde o início do projeto, mais de quatro mil vídeos, por exemplo, foram feitos e disponibilizados para milhões de pessoas.
E é justamente nesse ponto que entram com maior força as redes sociais. O aplicativo chinês chamado WeChat (similar ao Whatsapp) serve de canal de distribuição das mensagens de esperança na salvação por meio de Jesus Cristo. Zhao Rui comenta que há hoje pelo menos 40 grupos dessa aplicativo com milhares de participantes que são, por fim, os multiplicadores dos conteúdos. Em alguns grupos, há 744 pessoas recebendo diariamente material para levar avante aos seus conhecidos, amigos e parentes.
Outra estratégia dos adventistas chineses é a de incluir os conteúdos produzidos em canais virtuais conhecidos como é o caso do Radio Himalaya, aplicativo de áudios desenvolvido no Nepal, mas que atende ao mundo inteiro. “A internet é o único meio que o governo não tem um controle completo ainda, por isso aproveitamos para usá-lo com força”, acrescenta o pastor Jiao. 
Equipe ASN, Felipe Lemos
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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Incoerencia - Igrejas Evangelicas comemoram aniversario do evolucionismo
















VEJA ESSE INTERESSANTE VÍDEO:

  
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

TV Novo Tempo - Projeto Antenas


Colocar retransmissoras da TV Novo Tempo no maior número possível de cidades de todo o Brasil. Esse é o trabalho realizado por um grupo de voluntários que desejam levar a mensagem de esperança e anunciar a breve volta de Jesus.

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Ellen G. White e a salvação de escravos

O Blog Na Mira da Verdade, da TV Novo Tempo, recentemente publicou um artigo muito esclarecedor sobre a salvação dos escravos. Será mesmo possível que um escravo possa ser salvo? Leia esse belo artigo e comente a vontade.
Tito e eu prometemos num dos últimos episódios do programa “Na Mira da Verdade”, esclarecer melhor uma declaração de Ellen G. White em Primeiros Escritos, p. 276, onde ela afirma que alguns escravos não ressuscitarão. Encontrei uma resposta que havia sido dada na Revista do Ancião de abril-junho de 2005, que se encontra disponível no site www.centrowhite.org.br  (CoLogo abaixo disponibilizo tal resposta na íntegra.
Antes, permita-me fazer algumas observações.
  1. A sua lógica e a minha são limitadas e corrompidas pelo pecado. Portanto, não podemos entender a lógica divina e nem devíamos ter essa pretensão (cf. Is 55:8, 9). Muitas vezes, temos de aceitar pela fé aquilo que não nos é possível alcançar pela razão, crendo que Deus possui razões muito superiores às nossas. É natural que vários leitores discordem do que Ellen G. White escreveu, porém, para quem acredita que ela foi profetisa (não canônica [com livros na Bíblia], é claro), aceitará pela fé aquilo que Deus lhe revelou.
  1. Ellen G. White nunca disse que todos os escravos “não ressuscitariam”. Na resposta disponibilizada abaixo você verá isso (na p. 286 de Primeiros Escritos isso fica muito claro), o que lhe dará ainda mais razões para nunca interpretar textos da Sra. White de forma isolada, como o fazem os críticos que apresentam alto grau de desinformação.
  1. A você, leitor, que nunca ouviu falar no dom profético de Ellen G. White, recomendo que estude por si mesmo, fazendo uso de fontes primárias, sobre sua vida e obra. Alguns livros que recomendo são os seguintes: Caminho a Cristo, onde ela exalta a Pessoa de Jesus e a Bíblia Sagrada (especialmente no cap. 10) e A Mensageira do Senhor, de Herbert E. Douglass, onde ele aborda de maneira ampla a vida e obra desta irmã, bem como as críticas infundadas feitas a ela. Ambos os materiais (entre muitos outros da autora) podem ser adquiridos pelo site da editora Casa Publicadora Brasileira clicando aqui, ou pelo telefone 0800-979-0606.
Enfim, vamos à resposta disponível no site do Centro de Pesquisas Ellen G. White.
Até a próxima.
É verdade que os escravos não ressuscitarão dentre os mortos?
Ellen White aborda esse assunto no livro Primeiros Escritos, pág. 276, em que aparece a seguinte declaração: “Vi que o senhor de escravos terá de responder pela salvação de seus escravos a quem ele tem conservado em ignorância; e os pecados dos escravos serão visitados sobre o senhor. Deus não pode levar para o Céu o escravo que tem sido conservado em ignorância e degradação, nada sabendo de Deus ou da Bíblia, nada temendo senão o açoite do seu senhor, e conservando-se em posição mais baixa que a dos animais. Mas Deus faz por ele o melhor que um Deus compassivo pode fazer.
Permite-lhe ser como se nunca tivesse existido, ao passo que o senhor tem de enfrentar as sete últimas pragas e então passar pela segunda ressurreição e sofrer a segunda e mais terrível morte. Estará então satisfeita a justiça de Deus.”
O próprio texto deixa claro que a Sra. White está se referindo aqui não a todos os escravos de forma generalizada, mas somente àqueles que foram mantidos “em ignorância e degradação, nada sabendo de Deus ou da Bíblia, nada temendo senão o açoite do seu senhor, e conservando-se em posição mais baixa que a dos animais”.
É interessante notarmos que, um pouco mais adiante, no mesmo livro Primeiros Escritos, pág. 286, são mencionados escravos entre os justos que receberão a vida eterna: “Vi o escravo piedoso levantar-se com vitória e triunfo, e sacudir as cadeias que o ligavam, enquanto seu ímpio senhor estava em confusão e não sabia o que fazer; pois os ímpios não podiam compreender as palavras da voz de Deus.”
Existe aqui um evidente contraste entre o escravo “conservado em ignorância”, que será deixado “como se nunca tivesse existido”, e o “escravo piedoso”, que receberá a vida eterna. Esse contraste nos impede de generalizarmos a questão como se todos os escravos fossem tratados da mesma forma.
Portanto, apenas aqueles escravos que foram mantidos nas condições subumanas acima mencionadas, completamente destituídos de livre-arbítrio, é que não receberão nem a vida eterna, por não terem vivido em conformidade com os princípios do evangelho, e nem o castigo final, por não serem responsáveis pelos seus próprios atos.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Quem foi Ellen G. White?

Ellen G. White foi uma pessoa de talentos notáveis, que viveu a maior parte de sua vida durante o século 19 (1827-1915). Seus escritos continuam exercendo uma extraordinária influência sobre milhões de pessoas ao redor do mundo.
Infância e adolescência
Ellen Gould Harmon nasceu na cidade de Gorham, estado do Maine, localizado no nordeste dos Estados Unidos, no dia 26 de novembro de 1827. Seus pais se chamavam Robert e Eunice Harmon, e Ellen e a irmã gêmea Elizabeth eram as mais novas de uma família com oito filhos. Sua educação formal foi interrompida quando ela tinha apenas nove anos de idade, por causa de um incidente que quase lhe custou a vida. No início da adolescência, Ellen e sua família aceitaram as interpretações bíblicas apresentadas pelo pregador batista Guilherme Miller. Juntamente com Miller e outras 50 mil pessoas, ela passou pelo que ficou conhecido como “Grande Desapontamento”, pois esperavam a volta de Jesus no dia 22 de outubro de 1844, a data correspondente ao fim da profecia dos 2.300 dias de Daniel 8.
Chamada por Deus
Em dezembro de 1844, Deus concedeu a Ellen a primeira de um total de cerca de 2 mil visões e sonhos proféticos. Em agosto de 1846, Ellen casou com Tiago White, um pastor com 25 anos de idade que partilhava da mesma convicção de que Ellen fora chamada por Deus para realizar a obra de um profeta. Pouco tempo depois, Ellen e Tiago passaram a guardar o sábado como o dia de descanso ordenado por Deus, de acordo com o quarto mandamento.
Família
Como mãe de quatro filhos, Ellen experimentou a dor de perder dois deles. Herbert morreu com poucas semanas de vida e Henry com 16 anos. Os outros dois filhos, Edson e William, se tornaram pastores adventistas.
Os escritos
Durante sua vida, escreveu mais de 5 mil artigos e 49 livros. Após sua morte, mais de 70 obras foram compiladas e publicadas com textos ainda inéditos em sua maioria. Mais de 150 livros estão disponíveis em inglês, e cerca de 110 em português. Ellen G. White é a escritora mais traduzida em toda a história da literatura. Seus escritos abrangem uma ampla variedade de temas, incluindo religião, educação, saúde, relações sociais, administração, música e liderança. Seu best-seller sobre vida cristã, Caminho a Cristo, já foi publicado em mais de 150 idiomas.
Comunicadora
Apesar de certa relutância e timidez inicial, Ellen White se tornou uma comunicadora bem conhecida nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. Ela era convidada a falar não apenas em reuniões adventistas, mas também para o público em geral. Era muito requisitada principalmente para falar sobre temperança. Em 1876, ela falou para seu maior auditório – estimado em 20 mil pessoas – em Groveland, Massachusetts, durante mais de uma hora, e naquele tempo não havia microfone.
A mensagem de saúde
Em sua visão de 6 de junho de 1863, Ellen White recebeu instruções sobre assuntos relacionados à saúde, como o uso de drogas, tabaco, chá, café, alimentos de origem animal e a importância de atividades físicas, luz solar, ar puro e regime alimentar equilibrado. Seus conselhos sobre saúde, fundamentados nessa e nas demais visões, têm ajudado os adventistas a desenvolver um estilo de vida que lhes dá em média sete anos a mais de longevidade do que as pessoas em geral.
Leitora voraz
Ellen White lia muito. Ela descobriu que ler outros autores não apenas solidificava sua cultura, mas também a ajudava a apresentar em seus escritos os princípios da verdade a ela revelados em visão. Além disso, às vezes, o Espírito Santo a impressionava a citar em seus artigos, ou livros, verdadeiras joias literárias extraídas de outros autores. Ela jamais se considerou infalível nem colocava seus escritos em nível de igualdade com a Bíblia, mas cria firmemente que suas visões tinham origem divina e que seus artigos e livros eram produzidos sob a direção do Espírito de Deus. Evangelista por natureza, sua principal preocupação era a salvação das pessoas.
Generosidade
Ellen White era extremamente generosa e dava bom exemplo de cristianismo prático. Durante anos, ela mantinha em casa pedaços de tecido para fornecer a alguma mulher que estivesse necessitando de pano para fazer um vestido. Em Battle Creek (onde morava), ia a leilões para comprar móveis usados, que ela guardava para doar a vítimas de calamidades, como incêndios. Numa época em que ainda não existiam planos de aposentadoria, sempre que ouvia falar de algum pastor idoso que estava precisando de ajuda financeira, ela não hesitava em lhe enviar algum dinheiro, a fim de socorrê-lo naquela emergência.
Sua obra
Ellen White faleceu no dia 16 de julho de 1915. Durante 70 anos, ela apresentou fielmente as mensagens que Deus lhe confiou para Seu povo. Ela jamais foi eleita para alguma função administrativa na igreja, mas seus conselhos eram sempre ouvidos pelos líderes denominacionais. Suas mensagens colocaram em ação as forças que resultaram no amplo sistema educacional adventista, presente em todo o mundo, desde creches até universidades. Embora ela nunca tenha feito cursos na área de saúde, os resultados de seu ministério são notáveis na rede de hospitais adventistas, clínicas e outras instituições médicas presentes em todo o mundo. Ela não foi formalmente ordenada para a atividade pastoral, mas sua obra causou um impacto espiritual sem precedentes na vida de milhões.
Influência permanente

Ainda hoje, os livros de Ellen White continuam a ajudar as pessoas a encontrar o Salvador, aceitar Seu perdão, partilhar essas bênçãos com os outros e viver na expectativa do cumprimento da promessa do breve retorno de Cristo.

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ADVENTISTAS “ABALAM ÁFRICA PARA CRISTO”, COM 2.309 BATISMOS NO OCEANO ÍNDICO

PRESIDENTE MUNDIAL DA IGREJA, TED WILSON, PARTICIPA DE GRANDE SÉRIE EVANGELÍSTICA


Milhares de pessoas uniram-se à Igreja Adventista do Sétimo Dia em toda a África Oriental, incluindo 2.309 num batismo em massa no Oceano Índico, após três semanas de reuniões evangelísticas.

Os batismos, realizados no sábado, dia 7 de fevereiro, concluíram a série de reuniões evangelísticas em dezenas de locais, incluindo cerca de 100 na capital da Tanzânia, Dar es Salaam.
Para comemorar, 40.000 pessoas de 11 países da Divisão da África Centro-Oriental da Igreja Adventista lotaram um estádio em Dar es Salaam para uma ‘grand finale’ sob a bandeira “Festival de Missão”. Somente do Quênia, duzentos ônibus trouxeram membros da Igreja para o evento.
Não ficou imediatamente claro quantas pessoas foram batizadas por toda a Divisão, que fez uso extensivo de televisão e rádio em sua campanha evangelística de 10 a 31 de janeiro. Geoffrey Mbwana, vice-presidente geral da Associação Geral e um nativo da Tanzânia, conduziu grandes reuniões que foram transmitidas pela televisão.
O líder da Igreja Adventista,Ted N. C. Wilson, que está numa turnê por sete países, falou no último dia da série com um apelo aos membros da Igreja “para abalar a África para Cristo”. Wilson, que mais tarde iria se reunir com o presidente e outros altos funcionários do governo, na Tanzânia, expressou admiração pelo batismo em massa de sábado de manhã cedo. “Uma bela visão! A bênção maravilhosa de Deus!”, disse ele por e-mail.
Os membros recém-batizados foram direto da praia para o Estádio Nacional para cultos. Wilson, que assumiu a plataforma para pregar, instou o público a compartilhar em suas próprias comunidades a notícia de que Jesus logo vem. “Deus vos chama para abalar a África para Cristo!”, Disse Wilson. “Estejam em ligação e comunhão com Ele todos os dias, sendo renovados e reformados Nele a cada momento de suas vidas”.
Muitos dos 40.000 participantes aceitaram o desafio, e dividiram-se em pequenos grupos no final do sermão para orar pelo poder do Espírito Santo a fim de proclamar a mensagem do Advento ao retornarem a seus lares.
Mais tarde, Wilson foi acompanhado no palco pelo ministro das Relações Exteriores Bernard Membe e o ministro da Agricultura, Stephen Wasira, que é adventista. Membe, que apresentou entusiástico reconhecimento da Igreja Adventista em seu discurso, tuitou duas fotos de si mesmo no palco e escreveu que tinha se sentido “humilde” em dirigir-se à multidão.
O presidente Jakaya Kikwete deu boas-vindas a Wilson e uma delegação adventista a sua residência oficial, a State House, para uma refeição à noite. Wilson, que considerou a reunião “muito útil”, observou que Kikwete tem sido fundamental para a preservação da paz na Tanzânia, ajudando a resolver os conflitos na Costa do Marfim, Burundi e Quênia. “Ele é muito bem informado sobre a Igreja Adventista do Sétimo Dia e seu apreciador”, disse Wilson.
O evento “Festival de Missão”, foi aberto oficialmente na sexta-feira no Estádio Nacional com um desfile de milhares de pessoas, incluindo desbravadores, membros dos Ministérios da Mulher, obreiros da área de saúde, pastores e colportores.
Blasious Ruguri, presidente da Divisão Centro-Leste Africano, fez uma palestra, seguida de apresentações por uma série de oficiais da Associação Geral, incluindo Linda Koh, diretora do departamento de crianças, Heather-Dawn Small, diretora dos Ministérios da Mulher, Howard Faigao, diretor do Departamento de Publicações, e Lisa Beardsley-Hardy, diretora do departamento de Educação.
O convidado de honra, o vice-presidente da Tanzânia, Mohammed Gharib Bilal, disse na reunião que o governo garantiria o direito de adorar, mas as pessoas também têm que respeitar o direito de culto uns dos outros. “As portas estão abertas, por isso devemos consultar e encorajar uns aos outros”, disse ele, de acordo com o jornal ‘The Guardian’, da Tanzânia.
Em conversa com líderes adventistas, o vice-presidente e outros representantes do governo expressaram admiração com o “Festival Missão”, declarando que nunca participaram de uma reunião onde as pessoas mostrassem tanto respeito e bom decoro. O evento foi um “grande testemunho pela mensagem adventista e poder de Cristo para trazer ordem a nossas vidas através do Espírito Santo”, comentou Wilson.
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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Índios constroem igreja de bambu e lona em aldeia


Os índios habitam o Mato Grosso do Sul desde as primeiras décadas do século XX e são predominantes no interior desse sertão. Mas, alguns anos depois, perderam espaço de terra por conta das novas colonizações. Na década de 40, restaram a eles apenas pequenas porções de terra, cercadas por propriedades rurais ao Sul do estado. Mais de 70 anos depois, esse pedaço de chão indígena, a 200 quilômetros da capital, Campo Grande, receberia uma mensagem que mudaria para sempre a história do povo Kaiwá. Alguns deles resolveram construir uma congregação adventista inteiramente de Bambu na cidade de Douradina.
A Lagoa Rica tem quase mil índios da etnia Kaiwá e está dividida entre dois assentamentos. Ali, em março desse ano um trabalho evangelístico adventista começou a ser realizado. “Eu cheguei ao Mato Grosso do Sul no início do ano e me falaram sobre um trabalho que havia começado na aldeia, decidi, então, seguir adiante com a missão”, relata a evangelista Solange de Araújo, natural do Pernambuco.
No começo, no entanto, o trabalho não foi fácil. “Grande parte dos indígenas ali não aceitavam nenhum tipo de religião ‘de branco’, mas, por meio de uma família que se interessou, começamos então a receber semanalmente um número cada vez maior de índios interessados no estudo da Bíblia”, diz.
Igreja de bambu e lona
A primeira cerimônia adventista na aldeia aconteceu no mês de julho, com 11 batismos. Já o segundo batismo aconteceu no final do mês de novembro, quando outros 13 indígenas foram batizados.
“O sentimento é inexplicável, porque em meu coração foi a confirmação de que existe a influência de uma pessoa para outra e quando o assunto é o evangelho não existem barreiras”, emociona-se Ariel Tenório, pastor responsável pelo batismo dos indígenas.
Em oito meses de trabalho missionário, 24 índios foram batizados e passaram a frequentar a igreja assiduamente. “Depois dos batismos, faltava um lugar para realizar os cultos e dar continuidade ao trabalho. Então, os índios levantaram uma igreja adventista na aldeia, construída de bambu e lona. Atualmente 30 membros frequentam o local, 24 deles já batizados”, comenta Solange entusiasmada.
Os cultos acontecem semanalmente na pequena igreja na aldeia. E, a cada sábado, os membros da igreja de Douradina se revezam para realizar o sermão e dar a assistência necessária aos novos membros. “Eles têm uma sede muito grande em aprender mais sobre a Bíblia. Para nós, foi uma surpresa muito boa, porque é diferente de tudo o que já fizemos”, lembra o pastor da igreja em Douradina, João Primo.
O trabalho realizado exigiu comprometimento do grupo. “Visitei a aldeia e assentamento e conheci a família do índio Elizeu de Assis. Por meio dessa família, outros índios se interessaram e, assim, tudo foi acontecendo. Ou seja, os batismos e a igreja. Agora, com todos os estudos bíblicos concluídos, nossa meta é capacitá-los para que liderem a igreja e deem continuidade ao trabalho missionário em sua própria língua”, celebra Solange.
Culto no idioma Kaiwá
Os indígenas falam português, mas entre eles há o hábito de conversar no idioma Kaiwá, próprio da etnia. Na última semana, por exemplo, até o culto na aldeia foi dirigido nesse idioma. E para eles o sentimento não é diferente. “Eu acho que a volta de Jesus é uma luz para o mundo e hoje que vivo nesse caminho, tenho paz, harmonia e felicidade”, conta Aldo Garcia, indígena Kaiwá, batizado em Julho de 2015.
Aldo é genro de Elizeu de Assis, patriarca da primeira família indígena a aceitar o estudo bíblico na aldeia Lagoa Rica. A esposa, Stefany de Assis, endossa a felicidade do novo estilo de vida da família. “A minha vida ficou muito mais tranquila com Jesus. Antes eu ficava doente muitas vezes e sentia dor de cabeça o tempo todo. Depois que estudamos a Bíblia tudo mudou pra mim e pra minha família, cuidamos melhor da nossa saúde e hoje temos paz”, resume.
Equipe ASN, Rebeca Silvestrin
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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Evidência do Criacionismo: Água subterrânea cobriria toda a superfície do planeta


Quando se fala em dilúvio de Gênesis, uma das primeiras perguntas que surgem é: como pode ter havido tanta água para cobrir toda a Terra? Nada como uma pesquisa depois da outra. Pesquisadores canadenses publicaram na revista científica Nature Geoscience o resultado de um estudo segundo o qual o volume total de água armazenada no subsolo do planeta é de 23 milhões de quilômetros cúbicos. Isso seria suficiente para cobrir toda a superfície da Terra com uma camada de 180 metros de profundidade.
“As características dessa água antiga variam muito”, disse à BBC News Tom Gleeson, da Universidade de Victoria, no Canadá. “Em alguns lugares, é muito profunda. Em outros, não. Em muitos lugares, ela é de má qualidade e pode ser mais salina que a água do mar, além de ter metais e outros componentes químicos dissolvidos nela e que teriam que ser tratados antes de se tornar potável ou usada na agricultura.”
Na semana passada, chamou atenção a notícia de que nosso planeta teve água desde a sua criação, conforme estudo publicado na revista Science. Os cientistas sempre tentaram determinar se a água, que cobre dois terços da superfície terrestre, estava presente desde a formação do planeta ou se chegou mais tarde, quem sabe a bordo de um cometa ou meteorito. Pesquisadores da Universidade do Havaí descobriram que rochas da ilha de Baffin, no Canadá, contêm indícios de que a água faz parte da Terra desde o início.
E agora a notícia de que existe água em nosso planeta capaz de cobrir toda a superfície em uma profundidade de quase 200 metros ajuda a reforçar o modelo criacionista segundo o qual a água é tão antiga quanto a Terra e que em um momento da história todo o planeta, que então não tinha montanhas tão altas quanto as que existem hoje, foi completamente coberto por água.
Nesse momento, pelo menos dois textos bíblicos vêm à mente dos estudiosos do assunto. “No princípio criou Deus o céu e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas” (Gênesis 1:1, 2). “No dia em que Noé completou seiscentos anos, um mês e dezessete dias, nesse mesmo dia todas as fontes das grandes profundezas jorraram, e as comportas do céu se abriram” (Gênesis 7:11, Nova Versão Internacional).
Mais uma vez parece que a ciência experimental e a Bíblia Sagrada estão de mãos dadas.
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terça-feira, 17 de novembro de 2015

domingo, 15 de novembro de 2015

Atentados em Paris, no dia 13 de Novembro


O banho de sangue ocorrido nesta sexta-feira à noite, 13, em Paris, capital da França, deve tomar conta das conversas e noticiários nas próximas semanas. Para quem ainda não leu qualquer tipo de informação, pelo menos três atentados orquestrados e coordenados ocorreram na cidade com a morte, até agora confirmada, de cerca de 127 pessoas.
De acordo com a Procuradoria de Paris, há, ainda, cerca de 200 feridos, sendo 80 em estado grave. Todos os ataques foram em locais de grande concentração de pessoas: bares, restaurantes, uma casa de shows e o estádio nacional Stade de France. Oito terroristas foram mortos, sendo que sete teriam detonado cinturões com explosivos antes de serem atingidos pela polícia, informou a agência de notícias francesa AFP. O Estado Islâmico assumiu a autoria dos atentados.
O presidente da França, François Hollande, decretou situação de emergência no país e fechou as fronteiras. Já há algumas manifestações oficiais a respeito das possíveis razões para esses ataques e uma delas é a de que as mortes ocorreram como retaliação pelo fato e a França ter realizado alguns bombardeios recentemente na Síria tendo como alvo o combate a forças do Estados Islâmico (EI).
Algumas autoridades já se manifestaram oficialmente, ofereceram condolências e evidentemente condenaram os ataques. Os adventistas do sétimo dia, por exemplo, por meio do presidente da Igreja nessa região da Europa, Mario Brito, expressaram sua solidariedade ao povo francês. O próprio líder mundial da Igreja, pastor Ted Wilson, lançou em seus perfis de rede social um movimento intitulado #PrayforParis com a intenção de motivar as pessoas a intercederem pelas famílias das vítimas e pela população em geral que continua vivendo os efeitos do terror após os ataques propriamente ditos.
Para pensar
Esse episódio lamentável me fez refletir acerca de algumas coisas, principalmente quando o faço sob o ponto de vista bíblico. E é essa minha proposta aqui nesse espaço. Não quero e nem me proponho aqui abordar a motivação de quem cometeu essa barbárie, mas tentar compreender o que está por trás disso tudo conceitualmente. Pensemos no seguinte:
  1. A vida humana está cada vez mais sem valor. Em Mateus 24:12, Jesus é enfático sobre uma das características da sociedade nos últimos tempos: “devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará”. Esse esfriamento do amor não implica apenas um desgosto ocasional ou uma pálida demonstração de egoísmo. É impossível avaliar completamente até onde vai o ser humano quando o amor de Deus não faz parte da sua vida! No livro de Jeremias, está registrado, no capítulo 19, um pouco do que o povo, sem o temor de Deus e afastado do Seu amor, acabou cometendo. Chegaram a ponto de oferecer os próprios filhos em sacrifício. Algo impensável, não é? Mas quando os freios morais somem, por conta da falta da genuína ação do amor divino na vida, tudo pode acontecer. Para Deus, a vida humana precisa ser preservada. Não usada como moeda de troca ou barganha para fins pessoais ou ideologias alicerçadas na ganância, vaidade ou orgulho próprio.
  1. A crise moral chega a um ponto insustentável e necessita de uma intervenção urgente – Vivemos uma crise moral, portanto, e de ética também. O renomado especialista em Ética, com formação em Direito e Jornalismo e professor universitário, Clóvis de Barros Filho, afirmou em um vídeo que “moral é o que não faríamos de jeito nenhum, mesmo que não tivesse ninguém olhando, mesmo que fôssemos invisíveis”. Eu acrescentaria que não faríamos, também, sabendo que Deus está nos vendo. E o que significa dizer que chegamos a esse nível insuportável de crise moral? Significa que precisará, em algum momento, uma intervenção sobrenatural divina para impedir que mais barbáries sejam cometidas. Mesmo as que parecem ter as argumentações mais fundamentadas, as razões mais “plausíveis”. Alguém, superior a nós, precisa colocar um ponto final naquilo que o ser humano faz pensando unicamente em si mesmo e no que ele considera o melhor.
  1. O terrorismo não é um problema de segurança pública ou meramente social; é um problema de origem mais profunda na vida do ser humano – O efeito que ações de terrorismo, como o que se viu em Paris ontem, tem é o de justamente criar mais do que insegurança. É promover o terror, o medo, a desconfiança entre as pessoas. Vai além de uma questão social. Ao que parece, não se explica apenas por conta de conjunturas sociais favoráveis, ou por questões de estratégia geopolítica, mas tem a ver com o que de mais profundo existe no ser humano. Claro que um ambiente potencializa o que de pior ou melhor as pessoas possuem. Mas individualmente elas possuem uma responsabilidade sobre a maneira como agem, como vivem, como pensam. E isso tem viés espiritual em última instância. Terrorismo nasce em uma sociedade onde os valores, dos indivíduos, estão deturpados quanto ao respeito e ao amor pelos outros. Sociedade não é um ente independente, é o conjunto das pessoas.
Não esgoto aqui todos os aspectos relacionados ao assunto, mas creio que podemos partir dessa reflexão para algo maior. Deus tem muito amor por nós. E eu, depois de mais essa demonstração de desamor na França, sou impelido a me submeter mais ao Senhor para que Ele coloque dentro de mim o verdadeiro amor, não egoísta, não interessado em minhas próprias ideologias, não espelhado por aquilo que a sociedade crê que é o melhor.
Eu preciso que o amor de Deus não se esfrie em minha vida! Aliás, nós todos precisamos!
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Sobre o Autor:

Jair Gomes Silva é aluno do curso de Teologia da Faculdade Adventista da Amazônia. Tem grande interece pela área da teologia histórica. Ama fazer evangelismos e ganhar almas para Cristo.

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