"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará" - Jo 8:32

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

CRIACIONISMO: OS PERSONAGENS BÍBLICOS COMO DEFENSORES DA CRENÇA NA CRIAÇÃO SEGUNDO O GÊNESIS




Artigo submetido como parte dos requisitos necessários para a disciplina de Metodologia da Pesquisa Científica da Faculdade Adventista da Amazônia, sob orientação do Prof. Dr. Agenilton Corrêa.


RESUMO
O presente artigo tem por interesse demostrar algumas das várias evidencias bíblicas para se crer na criação segundo o modelo bíblico expresso nos primeiros capítulos de Gênesis. Teoria conhecida como criacionismo. Utilizando-se do método de pesquisa bíblico, buscando diferentes textos que falem sobre o mesmo assunto e comparando-os, pretende-se demostra que os autores bíblicos, de forma direta ou indireta, concordam com os primeiros capítulos da Bíblia. Conclui-se, por tanto, que não há outra teoria que seja embasada pela Bíblia para explicar o surgimento de tudo o que se conhece hoje, se não a criação em seis dias conforme o texto de Gênesis 1 apresenta.
Palavras-chave: Bíblia. Criacionismo. Criação. Jesus. Gênesis.

1 INTRODUÇÃO
            Quem nunca se fez as três perguntas mais inquietantes que existem? Elas são mundialmente conhecidas e causam curiosidade em quase todos: “De onde viemos? ”, “O que estamos fazendo aqui? ”, “Para onde iremos? ”.
Nos últimos séculos muitos têm criado teorias que tentam dar uma resposta racional a essa pergunta. Dentre essas teorias a mais famosa é a de Charles Darwin. Em seu livro A evolução das espécies ele espoem sua teoria baseada em anos de pesquisa, acentuando o que o fez chegar a tais conclusões e apresentando ideias e fatos para embasar sua teoria.
Em contrapartida a Bíblia apresenta em seu primeiro capitulo um relato que se distingue das várias teorias criadas sobre como surgiu o universo. Ela relata sobre um Deus criador e como ele formou o universo em seis dias e descansou ao sétimo.
Muitos crentes na Bíblia têm dificuldade em aceitando o relato de uma criação tão rápida e precisa. Eles preferem aceitar todo o resto do texto bíblicos, mas ter os primeiros capítulos do Gênesis como mitológico.
Porém, com muita facilidade podem ser encontradas passagens em outros livros da Bíblia que se refiram ao livro do Gênesis, ou mais diretamente a criação.
Por meio de pesquisa na tradução João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada no Brasil, 2ª ed., consegue-se obter informações conforme passo a dispor em seguida.
2 OS AUTORES BÍBLICOS ERAM CRIACIONISTAS
            Há na Bíblia seis referências diretas a existência de um criador. São elas: Eclesiastes 12:1 onde se consegue ler: "Lembra-te do teu Criador ..."; Isaías 17:7, 40:28, 45:9, 54:5, e especialmente 43:15 onde o próprio Deus se declara criador dizendo: "Eu sou o SENHOR, o vosso Santo, o Criador de Israel, o vosso Rei.".
            A Bíblia é clara em dizer que “No princípio Deus criou os céus e a Terra” (Gn 1:1). E todos os demais escritores ecoam as palavras tão simples e diretas mencionadas em seu primeiro verso.
            Há também referências indiretas. Em sua carta aos Romanos 5:12 o apóstolo Paulo menciona que “por um só homem entrou o pecado no mundo”, o que nos faz lembrar que após a criação houve um pecado inicial cometido por Adão e Eva (cf Gn 3). Com certeza Paulo cria que Adão e Eva eram pessoas reais, e não um mito.
            E o que dizer de Apocalipse 14:7 que diz: "dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas." (Grifo nosso). Esse texto claramente aponta para a existência de um ser pessoal criador (Aquele que fez), além de se assemelhar bastante com Êxodo 20:11: “porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou...”.
            O Rei Davi, autor de vários salmos que estão na Bíblia, parece não discordar do livro de Gênesis. Veja o que ele afirma: "Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles." "Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir." Salmo 33:6 e 9. "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe." Salmo 139:13.
Algo interessante, e que talvez seja o que mais causa descredito a respeito da Bíblia, é que ela não se demora tanto explicando quem é esse Deus criador e descrevendo de forma minuciosa como ocorreu a junção de cada átomo para a formação de tudo o que conhecemos hoje. Outro ponto importante é que além de não apresentar outras possíveis formas pelas quais o mundo viesse a existência, ela apresenta a criação como um fato indiscutível.
            É bem verdade que não é possível compreender totalmente o relato bíblico sobre a criação. Além disso talvez seja impossível provar cientificamente que realmente aconteceu como está relatado na Bíblia. Para tanto deve-se seguir o conselho contido em Hebreus 11:6 e ter fé, pois "de fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam."

3 JESUS É CRIACIONISTA
            Em Mateus 19:4 Jesus afirma: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher” (grifo nosso). Jesus também reconhece que houve um criador em sua fala referindo-se ao primeiro casal, que segundo o Gênesis foi criado por Deus e colocados em um jardim (2:4-25).
            Já em Colossenses 1:16 é dito que: "nele [Jesus] foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra...". Com essa afirmação Jesus é tido não apenas como alguém que crer na criação, mas o criador. Esse texto de Colossense foi escrito por Paulo, o mesmo que escreveu Romanos 5 falando sobre a entrada do pecado.

4 CONCLUSÃO
            Entende-se, portando, que a Bíblia apresenta Deus como o criador. E não há indícios de qualquer tipo de divergência entre o relato do Gênesis e o apresentado em outros livros da Bíblia com relação a criação. Antes o que se pode perceber é uma harmonia.

CREATIONISM: THE BIBLE CHARACTERS AS
DEFENDERS OF BELIEF IN CREATION
ACCORDING TO GENESIS

ABISTRACT
The present article is interested in demonstrating some various biblical evidences to believe in creation according to the biblical model expressed in the first chapters of Genesis. Theory known as creationism. Using the method of Biblical research, seeking different texts that speak on the same subject and comparing them, it is understood that biblical authors, directly or indirectly, agree with the early chapters of the Bible. It is therefore possible to conclude that there is no other theory based on the Bible to explain the emergence of all that is known today if not the creation in six days as the text of Genesis 1 presents.
Keywords: Bible. Creationism. Creation. Jesus. Genesis.

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REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO MINISTERIAL DA ASSOCIAÇÃO GERAL DOS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA (Org.). Nisto Cremos. 8 ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2008.
BÍBLIA DE ESTUDOSS ANDREWS. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2015.
GILBSON, L. James; RASE, Humberto M. Mistérios da Criação. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2013.
GOLDINHO, Paulo. Guia de estudos bíblicos Ouvindo a Voz de Deus. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2014.


GOT QUESTIONS. Porque o criacionismo bíblico é tão importante? Disponível em: . Acessado 15 mar 2016
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SÁBADO PARA TODOS (DT 5:12-15)

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Artigo submetido como parte dos requisitos necessários para a disciplina de Pentateuco da Faculdade Adventista da Amazônia, sob orientação do Prof. Me. Ezinaldo Ubirajara.

SÁBADO PARA TODOS (DT 5:12-15)

1 INTRODUÇÃO

Os Dez Mandamentos, dados por Deus ao povo de Israel no monte Sinai, são regras importantes para o convívio social (por ex.: não matar, roubar ou adulterar) e, também, para manter um bom relacionamento com o próprio Deus. Os Mandamentos estão descritos em Êxodo 20 e foram repetidos em Deuteronômios 5 com apenas uma pequena alteração no quarto mandamento. Mas quais seriam os motivos para essa “mudança”?

2 TEOLOGIA

O mandamento que ordena a observância do sábado não sofreu nenhuma alteração básica ao ser pronunciado segunda vez por Moisés em Deuteronômios. A única mudança diz respeito a justificativa para a guarda do sábado.

2.1 O sábado em Êxodo

Em Êxodo 20:8 a 11 podemos ler:
“Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharas e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias, fez o Senhor os céu e a terra, o mar e tudo o que nele há e, ao sétimo dia, descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.”

O Mandamento é apresentado sobre o argumento da criação. Deus ordenou que os israelitas, Seu povo que havia sido resgatado do Egito após vários anos de escravidão, observasse esse dia em reconhecimento ao Deus criador.

Dessa forma eles sempre iriam recordar que em seis dias o Senhor Deus fez os céus, a terra, os mares e tudo o que conhecemos; mas no sétimo dia, após ter finalizado toda a obra, Deus descansou e separou aquele dia dos demais dias da semana e o abençoou como uma benção não destinada a nenhum outro dia.

O povo de Israel já estava como escravo a muito tempo. Eles viviam em uma terra politeísta onde o Deus verdadeiro não era adorado. Deus, então, depois de resgata-los da escravidão egípcia, resgata-os, também, de seus costumes religiosos errados.

Deus se apresenta como criador e afirma que há um dia especial, reservado por ele mesmo, para o seu povo. O sábado não seria apenas um dia para descansar, mas também um dia para estar com Deus.

Ao Deus escolher um meio especial de comunhão com suas criaturas, por que teria Ele escolhido um dia específico (o sábado), em vez de um lugar especifico no Jardim do Éden? Sakae Kubu sugere que Deus “escolheu um seguimento” de tempo para comungar com suas criaturas por três motivos: (1) porque o tempo é universal e está em toda parte; (2) porque o tempo é imaterial, apontando para as coisas espirituais, além do espaço e da matéria; (3) porque o tempo é todo-abarcante, jamais oscilando em intensidade.14 São essas as caraterísticas do tempo que permitem que o sábado chegue igualmente a todos os seres humanos (ricos e pobres, cultos e incultos) como um “santuário no tempo”.15 (TIMM, 2010, p. 24)

Deus afirmar categoricamente: “Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus” (Êxodo 20:10). Dessa maneira o Criador cobra para si a atenção humana (suas criaturas) nesse dia especial.

É evidente que o propósito de Deus era que o sábado servisse como um dia especial não apenas para os israelitas, mas para todos os povos da terra. Em Isaias 56:5 e 6 vemos isso com clareza.

2.2 O sábado em Deuteronômios

“Os discursos pronunciados no livro de Deuteronômios foram feitos cerca de 40 anos após a saída do Egito” (COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA, 2012, v. 1, p.1041).

É possível que muitos que estavam ouvindo aquele discurso de Moises tivessem nascido durante a caminhada pelo deserto, ou, até mesmo, que tenham saído do Egito quando eram crianças e não lembrassem com exatidão os feitos de Deus e seus mandamentos.

Moises faz então um apanhado geral de tudo quanto havia ocorrido e repete várias leis e ordenanças que Deus havia dado ao povo, incluindo os Dez Mandamentos
.
Quanto ao mandamento do sábado, podemos ler em Deuteronômios 5:12 a 15:
Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor teu Deus. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, tem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descanse como tu; porque te lembrarás que fostes servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa  e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasse o dia de sábado.

O início do mandamento é apresentado de forma a trazer a lembrança a ordem de Deus com relação ao sábado. O povo deveria lembrar de santificar o sábado, como já havia sido ordenado. Porém com um proposito diferente do apresentado na vez anterior. O sábado agora já não seria apenas uma lembrança do Deus criador, mas seria também uma lembrança do Deus libertador que havia liberto o povo e provido as suas necessidades ate então.

Mas porque esse mandamento foi apresentado dessa forma para aqueles que não haviam passado pela escravidão? Não faria bem mais sentido Deus ter apresentado dessa forma ao povo que havia passado pela escravidão? Eles com certeza entenderiam bem melhor, não é verdade?

Talvez não. Após quarenta anos vagueando pelo deserto em direção a terra prometida por Deus, os israelitas tiveram que enfrentar várias privações por não terem uma residência fixa, lutas e mais lutas com os que tentavam atrapalhar a sua jornada, confiar unicamente em Deus para prover o alimento diário e tudo mais.

Com certeza a maioria não teve uma experiência ampla com a escravidão, mas de forma alguma desejavam passar por tal coisa.

O povo estava preste a entrar na terra prometida. A jornada estava quase no fim. Em pouco tempo eles iriam fixar residência e, ao invés de uma vida de nômades, teriam que trabalhar na terra (agricultura e/ou pecuária, por exemplo), e muitos iriam contratar pessoas para auxiliar nesse trabalho.

Dessa forma Deus se adianta ao esclarecer que as atividades deverem ser cessadas aos sábados “para que o teu servo e a tua serva descanse como tu” (Deuteronômios 5:14).
Seria uma tremenda injustiça que as pessoas ficassem paradas aos sábados enquanto seus funcionários trabalhassem normalmente. Essa foi uma das razões para Deus apresentar o sábado dessa forma.

O sábado foi criado para beneficiar a todos. Esse sempre foi o propósito de Deus.
A universalidade do sábado está enraizada na criação. Assim seus privilégios e obrigações se estendem a todas as nações, setores ou classes (Êx 20:11; 23:12; Dt 5:15; Is 56:1-8). A observância do sábado se refere a todos os membros da família, inclusive criança, e se estende até mesmo aos “forasteiros das tuas portas para dentro” (Êx 20:10). (PAROUSIA, p. 77, 2012)

É importante salientar que era desejo de Deus que as demais nações pudessem ter esse dia para repouso e adoração. Isso se confirma quando observamos que o sábado não foi dado somente para o povo judeu, mas sim para todos os moradores da terra. Em Gênesis 2:1-3, a primeira vez que a observância do sábado é requerida, só havia Adão e Eva habitando em nosso planeta. E eles eram “todos os moradores da Terra”.

3 APLICAÇÃO

É possível fazer várias aplicações homotéticas desse texto. Entretanto, há uma que me veio à mente e me chamou bastante a atenção. Passo a desenvolve-la abaixo.

Hoje os adventistas do sétimo dia, o povo de Deus e quem ainda mantem a observância do sábado, não fazem parte de uma única nação, como foi com Israel. Somos mais de 20 milhões e estamos espalhados por mais de 220 países (NOTICIAS ADVENTISTAS, 2017). Todos com os mesmos princípios, embora em culturas totalmente distintas.

Nós hoje somos a “raça eleita, sacerdócio santo, povo de propriedade exclusiva de Deus” e fomos chamados “ afim de proclamar as boas novas dAquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9 a 10).

E não devemos pensar que os princípios sobre o sábado mudaram. Quando igreja de Deus é descrita em Apocalipse a observância dos mandamentos não é descartada, ao contraio ela é tida como a característica principal (veja Apocalipse 12:17 e 14:12 por exemplo). Sendo que o sábado é um dos mandamentos de Deus ele, logicamente, está incluso nesses textos.

Semelhante aos israelitas quando entraram na terra prometida, muitos dos guardadores do sábado têm funcionários, ou fazem uso de serviços que necessitem de funcionários aos sábados, ou tem algum parente/amigo que ainda não conhece o quão importante é obedecer a esse mandamento.

Muitas dessas pessoas não têm a oportunidade de descansar no sábado e desfrutar todas as bênçãos que esse dia tem a nos proporcionar.

Nós, como sacerdotes de Deus, devemos nos esforçar para que esse dia seja agradável a todos.

Que nossos familiares, amigos, funcionários, vizinhos; enfim, todos a nossa volta, possam ser beneficiados com esse dia maravilhoso de repouso físico e crescimento espiritual. E que para todos aquele que não conhecem essa benção que possamos ajuda-los a conhecer os benefícios que esse dia pode trazer.

Todos nós, valorizamos um bom descanso semanal e reconhecemos que Deus nos deu esse presente desde a criação. Mas muitos têm agido de forma egoísta e desprezado o bem-estar dos outros nesse dia.

O sábado é para todos. E nós como o povo de Deus devemos fazer o possível para que todos tenham a oportunidade de desfrutar desse descanso.


4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BÍBLIA DE ESTUDOS ANDREWS. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2015.
COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA: A Bíblia Sagrada com o comentário exegético e expositivo, 1. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, (Logos v. 1).
PAROUSIA: Doutrina do Sábado: Implicações. Engenheiro Coelho: Unaspress, 2012.
NOTÍCIAS ADVENTISTAS: Igreja Adventista chega a mais de 20 milhões de membros no mundo. Disponível em: acessado 22 ago 2017.
TIMM, Alberto R. O Sábado na Bíblia: Por que Deus faz questão de um dia. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2010.
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domingo, 23 de julho de 2017

Pesquisas apontam que chineses antigos adoravam o Deus da Bíblia

Thong exibe seu livro (à esquerda) e uma versão em Mangá, destinada ao público infantil (Foto: Jefferson Paradello)

Acompanhe essa bela palestra com o professor Chan Kel Thong. Atualmente atua como professor na Trinity Western University (Canadá). Durante sete anos ele pesquisou registros da China antiga.



Abaixo você poderá acompanhar uma entrevista na integra, feita pela agencia ANN com o professor.

O Deus descrito pela Bíblia é o mesmo que os antigos chineses adoravam no início de sua civilização. Foi o que concluiu o doutor Chan Kei Thong, um cristão que construiu sua carreira na área de liderança, mas dedicou sete anos para pesquisar os registros históricos chineses que o levaram a este resultado. Seu livro, intitulado Faith of Our Fathers: Finding God in Ancient China (Fé de Nossos Pais: Encontrando Deus na China Antiga – ainda sem tradução para o português), detalha ainda como os significados das palavras nos caracteres chineses trazem referências a situações e lugares encontrados no livro sagrado do cristianismo.
Sobre o tema, a Sociedade Criacionista Brasileira (SBC) publicou a obra Descoberta do Gênesis na Língua Chinesaescrito pelo reverendo C. H. Kang e pela doutora Ethel R. Nelson.
Nascido em Singapura, Thong ajudou a fundar a Leadership Development International (LDI), da qual esteve à frente como diretor executivo a fim de torná-la um dos mais influentes sistemas de educação internacional, com sete escolas na China e uma no Oriente Médio, empregando mais de 800 pessoas e obtendo um faturamento anual de mais de 35 milhões de dólares. Hoje, leciona no programa de mestrado em Liderança da Trinity Western University, no Canadá, e dedica o restante de seu tempo para mentorear líderes na China e Oriente Médio.
Nesta entrevista, concedida à Agência Adventista Sul-Americana de Notícias durante sua primeira visita ao Brasil, ele discorre sobre algumas das evidências que encontrou e como ajudam a comprovar a existência de Deus e a confiabilidade do texto bíblico.
Como surgiu seu interesse em pesquisar esse assunto?
Cresci em um tradicional lar chinês. Quando me tornei cristão, aos 19 anos, pensei que tinha me afastado da cultura chinesa, porque a maioria dos chineses vê a fé cristã como uma religião ocidental. Foi bem doloroso. Minha família e meus amigos chineses pensavam que eu era menos chinês. Mas aceitei isso como um preço que tinha que pagar por conhecer a Jesus Cristo pessoalmente. Então, fui trabalhar na China, e morei lá por mais de 20 anos. E pouco a pouco descobri que, na verdade, os antigos chineses adoravam o Deus verdadeiro, e é por essa razão que fui atrás disso. E agora percebo que por ter me tornado cristão, estou voltando ao cerne das minhas raízes ancestrais.
E como o senhor encontrou a relação entre a Bíblia e os caracteres chineses?
Penso que o que mais me impressionou foi o Altar do Céu, em Pequim. Esse é o sistema de sacrifício imperial. A tradução oficial seria Templo do Céu, mas na verdade, o verdadeiro significado é Altar do Céu. É um dos mais belos exemplos da arquitetura da China. Todos os turistas vão lá para ver porque este é um dos lugares que devem ser visitados. A princípio, eu não ia lá porque não gostava de ir a templos. Como cristão, não gosto de ídolos, mas tinha amigos que vinham me visitar e queriam vê-lo, e eu ia com eles. Estava lá e percebi: “Espere. Não há ídolos nesse chamado Templo do Céu.” Apenas vi a placa para Deus.
Então comecei a investigar: “Olha só, eles descrevem esse deus como um deus pessoal. Ele é amor, todo-poderoso, tudo sabe, imutável (isso significa que ele não muda), é eterno.” E a coisa boa é que naquela época todos os antigos clássicos chineses estavam digitalizados e por meio de uma simples busca nos arquivos em PDF, e encontrei todas as vezes em que falam sobre esse deus, e descobri que há características suas, que são as mesmas que Yaweh na Bíblia. Portanto, me aprofundei, e busquei em outras áreas. Mas foi assim que comecei, a partir do Templo do Céu.
Quanto tempo foi necessário para fazer toda a pesquisa?
Sete anos. Foi uma jornada. Quando comecei, não tinha em mente publicar um livro. Foi um interesse, como disse antes, por me sentir muito mal por ter deixado a minha cultura chinesa. Então, quando comecei a descobrir essas coisas me dei conta que isso era de fato, parte da cultura chinesa, e comecei a pesquisar, e me levou sete anos.
Quais foram os principais resultados que o senhor obteve?  
A principal conclusão é que os antigos chineses, e estou falando em seu cerne, não as coisas no entremeio, mas em seu princípio, em seu cerne, os antigos chineses adoravam o Deus da Bíblia. Eles O conheciam como um Deus pessoal, que está intimamente interessante em nós, com quem podemos ter um relacionamento, e que o perdão dos pecados está embutido na cultura chinesa.
E essa visão é aceita ou reconhecida na China?
Não. A maioria das pessoas não sabe disso, por isso decidi escrever o livro. Eu não fiquei com essa informação apenas para mim, pois queria que todo chinês soubesse. Como disse, a China tem alguns milhares de anos de história. É como uma cebola, tem muitas camadas, então, se você tira apenas metade, você se depara com Confúcio, e muitas pessoas pensam em Confúcio como representante da cultura chinesa. Sim, se você olhar pra 2.500 anos atrás, mas antes disso você tem 4, 5 mil anos de história chinesa, então o que eu escrevo é de 2 mil anos antes de Confúcio, que é o cerne.
Hoje em dia, a maioria dos chineses não sabem disso, eles não têm noção dessas coisas que descobri, mas quando mostro para eles, eles ficam muito contentes. Acredito que há mais pesquisas sendo feitas.
E hoje o senhor está tentando mostrar essa realidade a eles.
Sim. É o que estou fazendo.
De que maneira essas evidências ajudam a comprovar a veracidade do texto bíblico e da existência literal da criação do mundo descrita por ela?
Penso que isso é um resultado secundário, mas acredito ser tão importante quanto, porque agora com as teorias evolucionistas, muitas pessoas pensam que a Bíblia não é verdadeira. Isso é muito prejudicial! Imagine se é dito a um jovem que o mundo surgiu através da Evolução e não da Criação, e nas primeiras páginas da Bíblia fala sobre a Criação. Se a pessoa rejeita a Criação, rejeita toda a Bíblia. Você não pode continuar, e acreditar nesse livro, se você não acha que isso é verdade, desde o princípio. Esses registros chineses são independentes da Bíblia, mas da mesma época, ou até mesmo de antes da Bíblia ser escrita, e isso mostra que os antigos chineses sabiam e registraram os relatos que estão na Bíblia. Isso cria um material de apoio independente para a confiabilidade e autenticidade dela.
E qual era a relação dos chineses com o estudo das estrelas e como isso está ligado a episódios encontrados na Bíblia?
Os chineses são muito comprometidos com o estudo das estrelas para obter informações. Não é astrologia. Não dizem que as estrelas controlam nossa vida, nossa sorte, e certamente não é sobre indivíduos específicos, mas os chineses entenderam que o Deus que colocou as estrelas no espaço também pode nos dar mensagens importantes, para todo o mundo, não só sobre uma pessoa. Isso é o principal a ser lembrado: os antigos chineses acreditavam que Deus podia mostrar-lhes grandes eventos.
Da mesma forma como você pode estudar as pessoas, e é isso o que diz no texto chinês, se você estuda as pessoas, você aprende como pode governá-las. Então, descobri dois eventos astronômicos relacionados a Jesus. Por meio da Bíblia sabemos que os reis magos foram guiados por uma estrela até Jerusalém. Eles eram de uma região ao leste de Israel, talvez da Babilônia ou Pérsia. O fuso horário entre Israel e a China, de sua capital, é umas 4, 5 horas de diferença. Da Babilônia, talvez umas 2 horas de diferença da China. Se os reis magos viram a estrela, será que os chineses a viram? Essa seria a pergunta mais óbvia. Sim, de fato, eles registraram que em cerca de 5 a.C. houve uma estrela que brilhou fortemente por 70 dias.
Esse registro é bem interessante, mas o que é mais interessante é que como interpretaram esse evento – e isso tudo está registrado na história chinesa. Isso não é novo, foi há 2 mil anos. Eles disseram que essa estrela representava o começo de uma nova era, que essa estrela representava sacrifício. Não seria essa uma boa descrição para Jesus? Ele veio para dar início a uma nova era, e para se sacrificar pela humanidade. Essa é a estrela do oriente. Os registros chineses ainda mostram que houve uma outra grande estrela 13 meses depois, e essa foi a estrela de Belém. Quando os magos ficaram sem saber para onde ir, foram para o rei Herodes, pois era o mais lógico a se fazer, pois quando viram a estrela do oriente sabiam que era sobre o nascimento do novo rei. Então foram até o rei Herodes, mas Herodes não sabia de nada. Eles saíram de lá e a estrela apareceu novamente. A distância entre Jerusalém e Belém é de apenas 6 km, e eles o encontraram. A Bíblia nos diz que Herodes matou as crianças na região de Belém com dois anos ou menos. Mas acho que os registros chineses nos dão uma pista. Os registros chineses mostram que há uma diferença de 13 meses entre a primeira e a segunda estrela. Eles levaram todo esse tempo para chegar a Jerusalém.
Temos também um outro evento astronômico que ocorre no dia da crucifixão, quando Jesus foi crucificado, de 15h às 18h em Jerusalém, e tudo ficou escuro. Ou seja, houve um eclipse solar. Será que os chineses também tiveram esse eclipse, já que eles estão no mesmo continente? A resposta é sim! Trinta e três anos depois da época dessas estrelas que falamos, os chineses registraram um grande eclipse. O imperador ficou com tanto medo que ele disse: “A partir de agora, não mencione a palavra ‘santo’”.
Mais importante que o registro desse evento foi sua interpretação. Não sabemos como eram tão inteligentes, mas lembre-se que isso é resultado de milhares de anos de sabedoria acumulada. Eles observavam as estrelas todas as noites – 14 pessoas – e registravam tudo por milhares de anos, não por um período curto. Não sabemos como, pois perdemos essa sabedoria, mas eles interpretaram esse evento, o eclipse solar. Eles disseram: “Esse eclipse significa que as pessoas pecaram, e o pecado está em um só homem, e há perdão para todos.” Um outro comentarista disse que o homem-Deus morreu, e a palavra usada para “morreu” significa “morte de um rei”.
Se eu tivesse que traduzir, eu diria que o homem-Deus, rei, morreu. É difícil achar uma descrição mais precisa para o que aconteceu na cruz, certo? E, novamente, esses foram comentários escrito dois mil anos atrás, antes deles terem qualquer conhecimento sobre a Bíblia.
Onde o senhor encontrou essas evidências? Em documentos históricos?
Em meu livro eu coloco todas as referências. Os eventos astronômicos dos quais falo são registros confiáveis. No reino chinês, todos os imperadores tinham sua história e eventos [registrados], mas os astronômicos eram uma sessão separada, sempre com os registros da história da corte. Isso não foi alterado por ninguém. Antes de tudo, você não pode ir e alterá-lo, pois há várias cópias disso. E outra, qual seria a motivação para mudá-los?
Na atualidade, qual a relevância de resgatar e evidenciar a visão criacionista apresentada pela Bíblia?
Ajuda as pessoas a confiarem e terem fé na confiabilidade da Bíblia. Ela não é apenas um bom livro que ensina valores morais, muito menos um livro de história, mas nos guia e mostra como devemos viver como humanos. Se o relato da Criação não é verdadeiro, então, por que deveríamos acreditar na Bíblia? Os registros chineses nos ajudaram, uma vez que a civilização chinesa é tão antiga quanto o relato bíblico, por isso podemos ter confiança de que a Bíblia é corroborada independentemente pela história chinesa, e, portanto, temos a obrigação de ouvir e obedecê-la, pois ela tem informações precisas.

Fontes: ANN e Com informações da Revista Adventista
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terça-feira, 13 de junho de 2017

É possível crer na evolução e no Deus da Bíblia (Evolução Teísta)?

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VEJA ESSA IMPORTANTE AULA COM MICHELSON BORGES

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Aumento na visibilidade da Igreja Adventista

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(Foto: Projeto Modelo de Templo)

Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD). Cada vez mais esse nome tem aparecido na mídia. Seja em jornais que divulgam projetos sociais ou trabalhos voluntários da instituição, ou ate mesmo em uma simples postagem nas redes sociais.

Nesses últimos anos a IASD realmente cresceu bastante. Já são mais de 20 milhões de membros em todo o mundo (2017). Na sua assembleia geral de 2015 foi anunciado que a IASD passou a ser a quinta maior igreja cristã do mundo.

Hoje, a igreja já tem vários colégios, hospitais, clinicas,centros de influencias e muito mais espalhados por todo o mundo. E no Brasil não é diferente. Isso sem falarmos da ADRA, uma agencia da igreja destinada a ajudar pessoas que foram vitimas de desastres naturais ou passam por pobreza estrema; e a Novo Tempo, uma emissora de Tv e Rádio que já alcança mais de 80% da população brasileira com uma programação livre e totalmente voltada à família e a vida espiritual.

Observando tudo isso fica nítido o motivo de tamanha visibilidade. A igreja tem crecisco muito e esta chamando a atenção das pessoas. Os projetos que antes passavam por desapercebido, agora são visto e reconhecidos.

Desde sua fundação (que acreditamos ter ocorrido por orientação divina), a IASD tem pautado suas crenças exclusivamente na Bíblia. Por conta disso, muitas pessoas de outras igrejas têm se unido ao movimento adventista. Em alguns casos até lideres que antes criticavam a igreja, agora são defensores das verdades por ela ensinadas.

Esse crescimento e visibilidade não está ocorrendo apenas no Brasil. Há algum tempo a trás a ONU já havia procurado o presidente mundial da IASD para conhecer melhor seus projetos e a própria instituição.

Deus seja louvado pelo crescimento de sua obra na Terra.

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domingo, 21 de maio de 2017

MENSAGEM - Você é um pescador?

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"Em uma região com lagos e rios cheios de peixes famintos vivia um grupo de indivíduos que se diziam pescadores. A cada semana, eles se reuniam para falar de seu trabalho, da abundância de peixes e de como pescá-los. Gastavam tempo estudando novos métodos de pesca que fossem mais eficientes. Criavam temas especiais como “Pescar é tarefa de todo pescador”, “Isca certa para o peixe certo”, etc. Organizavam grandes encontros para discutir e promover a pesca, trocar ideias sobre novas iscas, novos equipamentos e novas teorias. Construíam lindos edifícios para ensinar que todos devem ser pescadores. Sempre lembravam que o principal dever de um pescador é pescar. Só faltava uma coisa, que ninguém fazia: pescar.
Nomeavam comissões para estudar como enviar pescadores para os lugares mais ricos em peixes. Todos os pescadores estavam de acordo que precisavam de reuniões e programas especiais que pudessem desafiar os pescadores a ser fiéis na arte de pescar. Muita gente foi reunida para apoiar as reuniões e comissões. Especialistas apresentaram projetos para pescar em águas mais profundas e alcançar peixes de outras cores. Mas nem os palestrantes nem os pescadores saíam para pescar.
Foram criados amplos centros de treinamento para ensinar os pescadores a pescar. Eram oferecidos cursos sobre as necessidades dos peixes, sua natureza, onde encontrá-los, suas reações psicológicas, como aproximar-se a fim de apanhá-los. Alguns professores tinham altos títulos em ictiologia. Após anos de exaustivos estudos, muitos se tornaram licenciados em pesca. Porém, apenas ensinavam a ciência da pesca. Nenhum deles pescava.
Foram publicados muitos manuais sobre o assunto. As máquinas trabalhavam dia e noite para produzir literatura especializada sobre métodos e equipamentos para pescar. Pessoas foram contrata-das para encontrar novos pescadores e convidá-los a participar. Muitos, sentindo o desejo de ser pescadores, responderam ao apelo e receberam a responsabilidade de pescar. Passaram a fabricar aparelhos sofisticados para a pesca. Alguns disseram que, embora quisessem fazer parte da comunidade de pescadores, sentiam-se chamados para fornecer equipamento de pesca. Outros entendiam que sua ocupação era se aproximar dos peixes e ajudá-los a reconhecer os bons e os maus pescadores. No entanto, ninguém pescava.
Em uma das reuniões, um jovem aceitou o apelo e decidiu sair para pescar. No dia seguinte, contou que havia apanhado dois peixes grandes. Foi elogiado por sua conquista e convidado a estar presente nas próximas reuniões para contar como havia conseguido tamanho sucesso. Acabou deixando de pescar para partilhar sua experiência como pescador e foi nomeado membro do Conselho Geral de Pescadores por sua excepcional experiência." [1]
Muitos querem ser chamados de pescadores sem nunca terem pego peixe algum.

Se você foi chamado para ser um pescador pegue muitos peixes.Não é que a técnica não seja importante, mas ela nunca poderá substituir a pratica.

_______________

[1] KÖHLER, E. Você é um pescador? REVISTA ADVENTISTA. fev 2015. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2015.



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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O poder do perdão

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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Quem foi a esposa de Caim?


Antes de responder à pergunta do título, é necessário analisar algumas informações importantes. Adão e Eva tiveram muitos filhos e filhas, segundo a narrativa de Gênesis 5:4. A tradição hebraica e o historiador do primeiro século Flávio Josefo dizem que foram 60 filhos, sendo 27 mulheres e 33 homens. Nós conhecemos os filhos de Adão chamados por Caim, Abel e Sete. Abel foi morto por seu irmão. E Sete nasceu quando Adão tinha 130 anos (Gn 5:3). A partir desses pontos fica mais fácil entender a questão. Nos primeiros anos da humanidade, houve relacionamentos íntimos entre irmãos e entre tios(as) e sobrinhos(as) e outros descendentes diretos. Caim, provavelmente, casou-se com uma irmã ou uma sobrinha, cumprindo a determinação e a benção de Deus a fim de que fossem “fecundos”, conforme o texto de Gênesis 1:22.

Quando a Bíblia fala que Caim “conheceu” sua mulher em Gênesis 4:17, isso não quer dizer que foi a “primeira vez” que ele a viu. Ele certamente já a conhecia havia algum tempo. A Bíblia usa o termo “conhecer” para se referir a “relações sexuais”, permitindo ao leitor entender que Caim estava cumprindo o que Deus havia determinado quanto a “ser fecundo” e “multiplicar-se”.

Você deve estar se perguntando: É lícito casar entre irmãos? Antes da Lei de Moisés, não havia tal proibição (Levítico 18); a ordem de Deus era “multiplicai-vos e enchei a terra”. A humanidade estava em um período chamado por alguns teólogos de “era da inocência”. Portanto, era lícito, sim, o “casamento” entre irmãos consanguíneos e outros familiares diretos.

Além disso, o primeiro casal foi dotado com uma bagagem genética com grande potencial para a variação/diversidade humana, impedindo os problemas decorrentes da endogamia tais quais os conhecemos hoje. Essa carga genética perfeita, plena e funcional possibilitou a origem das diversas etnias conhecidas atualmente.

O costume do casamento entre irmãos consanguíneos continuou por muito tempo. Tanto que Abraão se casou com sua meia-irmã Sara (Gênesis 20:12). Posteriormente, pelo degenerar-se da raça humana devido aos efeitos deletérios da entropia genética, essa prática foi proibida (Levítico 18:6-17).


Nota do CRIACIONISMO: Não sabemos por quanto tempo Caim vagueou pela terra antes de encontrar a mulher que seria sua esposa. Mas sabemos que bastam algumas décadas para que um casal dê origem a uma população. Caim pode ter demorado a se casar, e o fez com uma de suas parentes, evidentemente. [MB]
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Estudo advento, parte 2

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Acompanhe abaixo uma reportagem da TV Novo Tempo sore o assuno.

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Sobre o Autor:

Jair Gomes Silva é aluno do curso de Teologia da Faculdade Adventista da Amazônia. Tem grande interece pela área da teologia histórica. Ama fazer evangelismos e ganhar almas para Cristo.

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