"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará" - Jo 8:32

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Atividades missionárias ajudam jovem a evitar suicídio

Hoje Elisama conta sua história para ajudar outros jovens (Foto: Arquivo pessoal)
Elisama Silva teve uma infância solitária. No último ano do ensino fundamental, a garota finalmente encontrou um grupo de amigas no qual se encaixava, mas a alegria durou pouco. Ao iniciar o ensino médio, elas foram colocadas em outra turma e apenas Elisama permaneceu em sua classe. “Ali eu parei para perceber que a minha vida tinha que ser sozinha, que eu deveria me acostumar com isso”, ressalta.
Esses pensamentos fizeram com que a garota começasse a cobrar demais de si mesma. “O perfeccionismo começou a me atacar. Para não depender de ninguém, eu precisava ser ótima em tudo”, pontua. Ao perder as lentes de contato, suas notas começaram a cair. O medo de ser repreendida pelos pais a impedia de contar sobre a perda. “Comecei a fazer uns riscos no meu braço como se eu estivesse me cortando, porque tinham umas pessoas da escola que faziam isso e, aparentemente, era para se sentirem aliviadas”.
E foi aí que o caminho de Elisama para a automutilação começou. A jovem conta que enquanto não fosse perfeita, não pararia de se cortar. Porém, ao contrário do que pensava, o sofrimento só aumentava. “[Eu tinha] pensamentos confusos de que nunca seria importante, de que jamais seria feliz, de que nada do que eu fizesse ajudaria a mudar isso, que sempre teriam razões para me cortar. Eles faziam eu me sentir sufocada, culpada. Acabavam me estressando muito, ficava ansiosa e com medo. Então, achei que seria melhor acabar com todo esse sofrimento psicológico de uma vez por todas. O escape seria o suicídio”, confessa.
Em busca de uma solução definitiva
Elisama chegou a tentar mais de uma vez. Até que um dia compartilhou sua angústia com uma moça de sua igreja, que não ficou de braços cruzados e decidiu marcar uma consulta com um psicólogo para a garota. O pastor, ao ficar sabendo do caso, também ajudou na busca de um bom profissional da área.
Aliado ao tratamento psicológico, envolver-se em atividades missionárias também ajudou Elisama a encontrar a cura. “O caminho foi penoso. Procurei boas maneiras de ocupar meu tempo e mente. Participei da Missão Calebe 2017 e da colportagem[venda de livros e revistas cristãs]”. Atualmente, ela compartilha sua história para que outros adolescentes não precisem passar pela mesma situação.
Segundo a psicóloga Rosely Montin, estudos têm mostrado que a participação em instituições religiosas é uma forma de prevenção e constitui-se em fator de proteção. “Em momentos de crise, a própria igreja fornece uma rede de proteção através da convivência, dos cultos e das atividades. A igreja pode ajudar justamente reconhecendo seu papel e sua relevância. Nós, enquanto membros, temos que estar atentos às necessidades e aos sofrimentos que emergem dentro do grupo e buscar envolver essas pessoas, buscar saber o que elas gostam de fazer e como poderíamos envolvê-las nas atividades para que não se sintam tão só. E, assim, ressignifique seu propósito de vida”, explica.
De porta em porta
Adventistas do Distrito Federal visitaram casas para entregar revistas sobre prevenção do suicídio.
Até junho deste ano, mais de 800 tentativas de suicídio foram registradas no Distrito Federal. Desses casos, 41 resultaram em mortes. A depressão é apontada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das principais causas. No mundo, mais de 300 milhões de pessoas sofrem da enfermidade, que será a segunda maior causa de morte mundial por doença até 2020. Para alertar quanto ao fenômeno, neste ano o projeto Quebrando o Silêncio tem atuado em escolas, trabalhado a temática com pais e alunos, realizado passeatas e ido até mesmo de casa em casa para falar sobre o assunto.
Alerta à comunidade
Neste ano foram distribuídos 70 mil materiais em todo o Distrito Federal, incluindo revistas e folhetos para o público adulto, infantil e adolescente. Segundo Mara Martins, diretora do projeto no Planalto Central, os membros da Igreja Adventista na localidade se engajaram.
“Por ser um tema necessário, eles sentiram a necessidade de levar a orientação recebida para outras pessoas, como famílias que também estão necessitando aprender a valorizar a vida e serem felizes. Quando vemos as estatísticas referentes ao suicídio, ficamos alarmados e muitos desses números estão próximos de nós. Por isso a importância de aprender e compartilhar esperança para os outros que necessitam dela para viver”, reforça.
Igrejas foram às ruas parar orar com a população
Mas é preciso estar atento ao oferecer ajuda. Rosely explica que projetos como este podem ajudar quando o tema é tratado da maneira correta. Para isso é necessário fazer um mapeamento da rede para onde direcionar a pessoa que busca ajuda. “As pesquisas têm mostrado que a campanha pode aumentar a demanda em até 40%. Quando não há um mapeamento da rede de acolhimento para essas pessoas, a campanha se torna geradora de risco”, alerta a psicóloga.
Encontrar pessoas que souberam auxiliar Elisama foi essencial. “Nas horas difíceis, Deus colocou as pessoas certas em minha vida. A própria palavra de Deus e canções inspiradas também soaram forte em meu coração e consciência”, assegura.

Para quem precisa de ajuda, o Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias. Mais informações no site cvv.org.br e no número 188.

Reportagem: Notícias Adventistas
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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Pastores adventistas da Coreia do Sul se preparam para servir na Coreia do Norte

Após as reuniões de cúpula entre os governos da Coreia doNorte e a Coreia do Sul em Panmunjom em 27 de abril e 26 de maio de 2018, a organização administrativa da Igreja na localidade convocou uma reunião especial para os pastores dispostos a servir na Coreia do Norte assim que houver uma oportunidade. O treinamento para os pastores do Movimento Missionário Pioneiro para a Coreia do Norte (PMMNK, na sigla em inglês) foi realizado em Yanji, China, de 4 a 7 de junho de 2018.
Byung Joo Lee, diretor da União Coreana, uma das sedes da Igreja para a região, foi o anfitrião do encontro. “Até agora, 24 pastores da União Coreana se ofereceram como voluntários para servir na Coreia do Norte no futuro, e 17 deles participaram do treinamento realizado em Yanji,” disse Lee.
Treinamento no local
No primeiro dia, os participantes visitaram a cidade de Tumen, de onde eles puderam ver, do outro lado do Rio Tumen, a cidade de Namyang, na Coreia do Norte. Ao longe, os pastores podiam distinguir caminhões levantando muita poeira. Na Coreia do Norte, 97% das estradas não são pavimentadas. Relatórios não oficiais dizem que não há luzes naquela cidade à noite devido à falta de energia. Em 1904, o adventismo coreano começou a criar raízes no que hoje é a Coreia do Norte e, eventualmente, se espalhou para o que hoje é a Coreia do Sul. Após a libertação do domínio colonial japonês, a península coreana foi dividida em duas partes—o norte comunista e o sul democrático. Sob o comunismo, o adventismo no norte entrou na clandestinidade, assim como outras religiões.
No segundo dia das reuniões em Yanji, os participantes visitaram um lugar onde as fronteiras de três nações — Rússia, China e Coreia do Norte — convergem. No passado, uma ferrovia em uma ponte sobre o Rio Tumen ligava a Rússia e a Coreia do Norte. Os pastores discutiam sua esperança de que um dia, num futuro próximo, eles possam viajar para a Europa e a Rússia via Coreia do Norte em uma estrada de ferro restaurada sobre a ponte.
Alcançando através do negócio
Antes de os participantes saírem da fronteira, eles tiveram uma chance de ouvir de um membro chinês da etnia han que está conduzindo a missão na Coreia do Norte por meio de seus negócios. O princípio é simples: ele oferece aos compradores mais do que deveriam receber pelo preço normal.
Os pastores participantes puderam aprender como abordar os norte-coreanos quando as fronteiras se abrirem. “Mostrar o amor de Jesus por meio de nossas vidas e atender as suas necessidades reais são os métodos que podemos usar para tocar os corações das pessoas”, disse um organizador do treinamento.
Na foto, pastores dispostos a servir no país vizinho
No terceiro dia, a maioria dos participantes escalou a famosa montanha de 2.744 metros da península coreana chamada Monte Baekdu em coreano, ou Montanha Changbai em chinês. A montanha fica no território da China e da Coreia do Norte. Os pastores escalaram a montanha pelo lado oeste, expressando a esperança de subir novamente pelo lado da Coreia do Norte no futuro próximo.
Pronto para Deus agir
O diretor da sede regional adventista naquela localidade, Min Ho Joo, e o diretor associado, Sun Hwan Kim, participaram da reunião. Eles encorajaram os participantes a se prepararem para servir na Coreia do Norte com muita oração e estarem prontos para o Espírito Santo agir.
“Enquanto as pessoas buscam métodos adequados, Deus está buscando a pessoa adequada”, disse Joo. “Há uma necessidade de trabalho humanitário, como orfanatos, clínicas, escolas, e fábricas de alimentos para atender às necessidades das pessoas. Então, o evangelho pode ser facilmente aceito nos corações.”
Joo disse que acredita que todos que se sentem preocupados em relação à Coreia do Norte devem se unir para trabalhar como uma equipe. “Há muitos recursos humanos, incluindo pastores coreanos, membros leigos voluntários, coreanos nascidos na China, coreanos nascidos nos Estados Unidos e imigrantes da Coreia do Norte”, disse ele. “Quando seus esforços estiverem unidos, a missão na Coreia do Norte será realizada rapidamente.”
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Conferência internacional debate necessidade de alcançar mais pessoas na Europa

Palestrantes apresentaram caminhos para atingir o objetivo (Foto: Reprodução / YouTube)
Belgrado, a capital da Sérvia, foi o palco da Quinta Conferência Europeia de Pastores, que reuniu ministros, obreiros bíblicos, diretores de departamentos da Igreja Adventista do Sétimo Dia na região norte do continente. O encontro esteve alicerçado sob o tema “Alcance a Europa: Conectar, Inspirar, Mudar”.
Na ocasião, oradores e palestrantes locais e mundiais apresentaram o que pode ser feito para alavancar o crescimento da Igreja naquela localidade. Além da audiência local, o encontro foi transmitido ao vivo e inspirou líderes e fiéis europeus e de todo o mundo.
Veja os detalhes no vídeo a seguir, que também mostra como foi um acampamento de aventureiros no Reino Unido e explica como músicos de todas as partes do mundo podem se apresentar na próxima assembleia da Associação Geral, que será realizada em 2020 nos Estados Unidos.
Por Márcio Basso, da Adventist News Network
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O papa Francisco e o chamado para a guarda do domingo

Hoje meu celular não parava de receber mensagens enviadas por alguns amigos. Quando digo hoje, estou me referindo a quarta-feira, 5 de setembro de 2018 (não sei quando você vai ler esse texto, por isso menciono a data).
Bom, o assunto tem a ver com a tradicional audiência que o papa Francisco realiza todas as quartas-feiras no Vaticano. Quando abri os links que me enviaram e comecei a ler as notícias do portal do Vaticano, e claro, comparando fontes, como sempre faço e todo bom leitor deve fazer, acabei chegando à transmissão do vídeo da audiência papal e comecei a vê-la.
O vídeo começa com Francisco chegando ao local onde seria a audiência geral e onde faria sua catequese. Havia muita gente esperando-o. Claro, é um dos homens mais poderosos do mundo. Depois do sinal da cruz e da saudação litúrgica, Francisco começou a leitura da Bíblia no livro de Êxodo, capítulo 20, versículos 8-11, em vários idiomas.
Caso você não se lembre, deixo aqui o texto bíblico do quarto mandamento da Bíblia, na versão católica de Jerusalém:
“Lembra-te de santificar o dia de sábado. Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de teus muros. Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e repousou no sétimo dia; e por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou”.
“Uau!”, disse a mim mesmo. “Tenho que continuar vendo esta homilia para saber como termina! Que será que o papa vai dizer sobre o dia de repouso?”
Continuei assistindo.
Quero confessar que concordo bastante com alguns conceitos de Francisco com os quais ele começou seu discurso. Primeiro, ele disse que vivemos em uma sociedade sedenta de entretenimento e férias. Uma sociedade com um conceito de descanso enraizada nas campanhas de publicidade e comerciais que os meios de comunicação nos vendem. Uma sociedade que busca o prazer, a diversão, mas que, no fundo, não promove descanso.
Textualmente, Francisco reforçou que nossa sociedade tem uma “mentalidade que desliza para a insatisfação de uma existência anestesiada pelo divertimento que não é repouso, mas alienação e fuga da realidade”. E acrescentou: “O homem nunca repousou tanto quanto hoje, e ao mesmo tempo o homem nunca experimentou tanto vazio como hoje!”
Até aqui creio que estamos de acordo, não é mesmo? Bem, eu estava curioso querendo saber qual seria a linha que ele ia seguir e sobre o que diria do sábado do mandamento bíblico, por isso, continuei assistindo o discurso.
O dia de descanso
Francisco continuou a falar sobre o momento em que Deus criou o mundo e descansou no sétimo dia, sábado. Ele fez uma clara referência a Gênesis capítulo 2, versículos 1 ao 3.
Depois, voltou ao texto que havia lido na introdução de sua homilia e que falava sobre o decálogo de Deus (os Dez Mandamentos). Disse que o sábado é um presente de Deus para nossa necessidade de descanso e conexão com Deus. Necessitamos ter um tempo semanal para o descanso, o louvor e a adoração. Francisco acrescentou que Deus, no Decálogo, “lança uma luz sobre o que é repouso, que é o momento da contemplação e do louvor”.
“Ao repouso como fuga da realidade, o Decálogo opõe o repouso como benção da realidade”.
Até aqui o discurso parece uma defesa maravilhosa da necessidade de seguir a Lei de Deus, dedicando o sábado do mandamento bíblico como um dia especial para o repouso da alma e para a adoração.
Mas… não!
Neste ponto, quando começa a falar sobre o repouso, mais uma vez e de forma magistral, Francisco utiliza o poder da sutileza.
Leia a frase que ele usa:
“Para nós, cristãos, o centro do Dia do Senhor, o domingo, é a Eucaristia, que significa ‘ação de graças’, e onde se encontra o ponto culminante dessa jornada de contemplação e benção, na qual acolhemos a realidade e louvamos ao Senhor pelo dom da vida, dando graças por sua misericórdia e por todos os dons que nos concede.”
Continue lendo.
Onde está o erro?
Primeiro, o papa Francisco disse em seu discurso que o dia de repouso para os cristãos é o domingo… Hein? Eu sou cristão, creio em Deus, em Jesus e no Espírito Santo. Creio na Bíblia como a Palavra de Deus e minha Bíblia NÃO diz isso. A Bíblia diz claramente que o dia de repouso é o sétimo dia da semana, que é o sábado (Gênesis 2:2, 3; Êxodo 20:8-11).
Em segundo lugar, e seguindo essa linha de raciocínio, temos que entender que Deus escolheu um dia. Não o primeiro, nem o segundo, nem o sexto: ele escolheu o sétimo. Quero lembrar que a Bíblia diz que esse dia é o sábado. Este dia foi santificado e abençoado por Deus, e não foi só para os judeus. Foi para o ser humano, e foi dado muitos antes de existirem judeus (Marcos 2:27). Deus escolheu esse dia para que descansemos, adoremos, estejamos em família e nos conectemos com o Criador.
Em terceiro lugar, o que Francisco faz, como muitos outros pastores populares evangélicos, é uma transferência das qualidades e atributos do sétimo dia bíblico, o sábado, para o primeiro dia da semana, o domingo. Transferência que não foi autorizada na Bíblia e nem por Jesus, nem por Maria, nem pelos apóstolos, nem por ninguém.
Por exemplo, se lermos Lucas 23:56 e Mateus 28:1, encontramos que Maria e os apóstolos, depois da morte de Cristo, guardaram o sábado, dia que antecede o domingo. Por tanto, o sétimo dia, dia do descanso bíblico, não pode ser o domingo.
Claro, você pode dizer que neste sábado mencionado aqui nos textos anteriores Jesus não havia ressuscitado e que depois de sua ressurreição ele transferiu essa autoridade do sábado para o domingo. Será?
Não! Em Atos 13:44, a Bíblia nos diz que Paulo, estando em Antioquia, convidou toda a cidade para o culto no sábado, onde se reuniram para escutar a Palavra de Deus. E em Atos 16:13 é registrado que no sábado os discípulos se reuniam e uma mulher crente, chamada Lídia, foi batizada.
Esses são apenas dois exemplos que nos mostram que o sábado no Novo Testamento continuou vigente. Por outro lado, não há textos na Bíblia que autorizam a transferência da autoridade do sábado para o domingo. Se isso tivesse acontecido, você não acha que Deus teria sido mais explícito?
Por que é tão importante entender isso?
Simples. Porque um dos sinais dos verdadeiros seguidores de Jesus que está registrado no livro de Apocalipse, capítulo 12, verso 17, e no capítulo 14, verso 12, é a observância de todos os mandamentos, incluindo o sábado como dia de repouso. O sábado, não o domingo.
Finalmente
Creio que, como cristãos, necessitamos realmente retornar ao descanso de Deus. Necessitamos conter nossa vida frenética e buscar o verdadeiro repouso. Por outro lado, creio que devemos ser fiéis a Deus e não aos homens.
Seja você católico ou evangélico, se quiser seguir a Deus e ser fiel, avalie se o que seus líderes lhe dizem está fundamentado por interpretações pessoais ou institucionais, ou realmente por um “Assim diz o Senhor”.
Bem, se você é um estudioso das profecias da Bíblia, se lembra que este discurso de Francisco é um sinal de alerta que nos diz que muito em breve haverá neste mundo dois grupos de pessoas: os que seguem os ensinos de homens e os que seguem a Palavra de Deus.
Deixo com você uma citação que foi escrita há mais de 100 anos por uma escritora cristã chamada Ellen White, e que diz o seguinte:
“A questão do sábado será o ponto controverso no grande conflito final em que o mundo inteiro será envolvido. Os homens exaltaram os princípios do diabo acima dos que governam os Céus. Aceitaram o sábado espúrio instituído por Satanás como o sinal de sua autoridade. Entretanto, Deus imprimiu o Seu selo ao Seu estatuto real. Cada instituição sabática traz o nome de Seu Autor, a marca indestrutível que revela Sua autoridade. Nossa missão é levar o povo a compreender isso. Devemos mostrar-lhe a importância de ter o sinal do reino de Deus ou o do reino da rebelião, porque cada indivíduo se reconhece súdito do reino cujo distintivo aceita. Deus nos chamou para desfraldar o estandarte do Seu sábado, que está sendo calcado a pés. É muito importante, portanto, que o nosso exemplo em observá-lo seja correto!” (Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 352).
Apenas me resta uma pergunta: De que lado você estará? Pense nisso e compartilhe.

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Atualização sobre o período limite dilúvio/pós-dilúvio


Qual teria sido o exato momento em que o dilúvio terminou? O fim do dilúvio teria marcado qual período geológico correspondente a essa grande catástrofe? Durante décadas, os cientistas criacionistas têm debatido sobre o limite/fronteira em que o dilúvio teria terminado no registro geológico e dado início ao período pós-diluviano. A maioria dos cientistas criacionistas concorda que o limite entre o dilúvio e o período pós-diluviano está em uma das duas fronteiras: (1) no topo do período Cretáceo, conhecido como o limite K-Pg (anteriormente chamado de limite KT; ver figura abaixo),[1, 2] ou (2) no topo ou perto do topo do período Neógeno (Era Cenozoica Superior), em torno do nível da época Plioceno.[3, 4]

Essa época estaria próxima do período correspondente à “Era do Gelo” (conforme escala evolutiva do tempo geológico). Em termos bíblicos, a “Era do Gelo” teve lugar cerca de 120 anos após o dilúvio. O mais interessante é que uma pesquisa criacionista definiu essas camadas de rochas do Cenozoico Superior – correspondente às camadas da “Era do Gelo” – como sendo depósitos de inundação.[4]

A primeira ilustração de um modelo unificador apresentado em português, que tentou compatibilizar o limite KT como representando o fim do dilúvio e o começo do período pós-diluviano, foi publicada em 2002 no livro Uma breve História da Terra, de autoria do geólogo criacionista brasileiro Dr. Nahor de Souza Neves (ver figura abaixo).

Mas será mesmo que o limite dilúvio/pós-dilúvio estaria no período clássico chamado de KT (ou K-Pg)? Um estudo recente desenvolvido pelo geólogo Dr. Tim Clarey, financiado pelo Institute for Creation Research e publicado no periódico científico Creation Research Society Quarterly, aceitou o desafio de ir atrás dessa resposta.[5]

Em termos práticos, o geólogo descobriu que as rochas do Paleógeno e Neógeno (acima do limite K-Pg) foram depositadas - ao contrário do que se achava anteriormente - próximo do dia 150, no momento em que as águas do dilúvio estavam recuando/drenando. Portanto, a deposição e formação dessas camadas, agora, passam a fazer parte também do episódio diluviano.

Nesse artigo, o autor apresentou cinco observações geológicas principais que demonstram que o limite dilúvio/pós-dilúvio é muito maior do que o nível de K-Pg. Algumas dessas características são tão grandes e/ou incomuns em escala que as catástrofes locais pós-diluvianas não poderiam tê-las concebido (como se supunha anteriormente). Outras demonstram condições geológicas que só poderiam ter existido enquanto as águas do dilúvio ainda cobriam grandes porções dos continentes. Coletivamente, elas refutam fortemente a alegação de que o dilúvio terminou no nível estratigráfico da fronteira K-Pg.

1. O Whopper Sand. As companhias de petróleo descobriram a Whopper Sand no Golfo do México perfurando poços em profundidades de mais de dois mil quilômetros e mais de 320 km da costa (ver figuras abaixo). A única explicação razoável para esse leito de areia de mais de 30 metros de espessura que cobre grande parte das águas profundas do Golfo do México é um escoamento de água de alta energia – algo que se encaixa facilmente no modelo do dilúvio. Isso coincidiria com a mudança na direção da água descrita para o dia posterior ao dia 150 da inundação do ano do dilúvio. Taxas iniciais de drenagem, coincidindo com uma queda repentina no nível do mar no início da megassequência de Tejas, corresponderiam às camadas geológicas após o limite de K-Pg. As forças responsáveis ​​eram, provavelmente, de alto volume e altamente energéticas, fornecendo um mecanismo para transportar a espessa Whopper Sand em águas profundas.



2. A enorme quantidade de sedimentos de Tejas depositados globalmente. O volume de sedimentos de Tejas perde apenas para a megassequência de Zuni que terminou com o sistema Cretáceo, o suposto ponto alto do dilúvio. A tremenda quantidade de sedimentos Paleogênicos e Neogênicos em todo o mundo, que fazem parte da megassequência de Tejas, não pode ser facilmente descartada como produto de catástrofes locais. Esses sedimentos, e os fósseis que eles contêm, são mais bem explicados pela fase de vazante do dilúvio, à medida que as cadeias de montanhas e planaltos se elevavam. 

3. As camadas de carvão mais espessas e extensas são encontradas globalmente nos sedimentos de Tejas. Os carvões da Bacia do Rio Pó (PRB), que estão todos dentro das camadas rochosas do sistema Paleógeno, contêm as maiores reservas de carvão sub-betuminoso com baixo teor de enxofre do mundo. Pelo menos seis ou mais leitos de carvão no PRB excedem 30 metros de espessura, e alguns leitos individuais foram mostrados para se estender por mais de 120 km. Alguns desses leitos de carvão podem ter mais de 60 metros de espessura, como a camada de carvão de Big George. Esses leitos de carvão fazem parte da fase de recuo do dilúvio que transportou enormes esteiras de detritos de plantas e árvores. Eles foram derivados em grande parte de angiospermas que vivem em altitudes mais elevadas e, em seguida, as águas do dilúvio rapidamente as enterraram em enormes depósitos.

4. A tremenda quantidade de crosta/expansão rápida do fundo do oceano. Esse evento continuou do outro lado da fronteira K-Pg e até o Plioceno, sem indicação de uma mudança significativa na velocidade. O modelo de subducção descontrolado para o dilúvio global, descrito pelo geofísico Dr. John Baumgardner, causou a formação de aproximadamente um terço da metade da crosta oceânica mundial durante a deposição da megassequência de Tejas (Paleoceno através do Plioceno). Além disso, os enormes terremotos gerados por esse movimento teriam sido devastadores para qualquer tipo de civilização humana após o dilúvio, se o limite dilúvio/pós-dilúvio estiver localizado no K-Pg.

5. A identificação de rochas carbonáticas depositadas em água ininterruptas do Cretáceo (abaixo do limite de K-Pg) e continuando para cima através dos estratos do Mioceno em grande parte do Norte da África e Oriente Médio, áreas ao sul do local de pouso para a arca na Turquia. As camadas contínuas de calcário do período de deposição do Cretáceo (megassequência de Zuni) até o topo do Mioceno (Upper Tejas) no Iraque são a coisa mais próxima para provar que o dilúvio ainda não havia terminado. Essas enormes regiões do Oriente Médio ainda estavam claramente submersas durante o Tejas. Se fossem depósitos pós-inundação, seria impossível os humanos se estabelecerem naquele tempo e construir a Torre de Babel.

Além disso, os esforços empreendidos pelo autor do estudo identificaram mais características geológicas que sustentam ainda mais que o limite dilúvio/pós-dilúvio está próximo do topo da megasequência Tejas, que engloba os sistemas geológicos Paleogeno e Neogeno. Um deles é o Arenito Ogallala, descrito recentemente em Acts & Facts.[6] As catástrofes locais pós-diluvianas não podem explicar esse leito de areia contínuo que cobre grande parte das Grandes Planícies. Deve ser parte da fase de recuo do dilúvio também.

Mas e quanto aos dinossauros? Há evidências de dinossauros que sobreviveram à suposta extinção da fronteira K-Pg há cerca de 65 milhões de anos (conforme escala evolutiva do tempo), correspondente ao fim do dilúvio, e foram fossilizados mais tardiamente. No livro Revisitando as Origens, de autoria do mestre em Ciências Everton Fernando Alves, são apresentadas algumas dessas evidências:

Em 2009, um estudo sugeriu que alguns dinossauros não aviários sobreviveram até o Paleoceno e, portanto, a extinção dos dinossauros teria sido gradual. [...] Em 2012, outro estudo usou um novo método de datação para analisar diretamente uma amostra de osso (não a rocha onde ele foi encontrado) de um dinossauro saurópode (Alamosaurus sanjuanensis) e determinou que esse osso tem 64,8 ± 0,9 milhão de anos, portanto, 700 mil anos mais jovem do que qualquer outro osso de dinossauro conhecido (relativo ao Paleoceno, primeira época do Paleógeno).7:181-182

Em 2015, um estudo explicou de que forma os dinossauros poderiam ter sobrevivido ao início da inundação e ter sido fossilizados em camadas mais tardias:

“Parece que os dinossauros foram capazes de sobreviver através do início do dilúvio no Ocidente simplesmente porque eles foram capazes de se reunir e se arrastar para os elevados terrestres remanescentes – lugares onde os depósitos sedimentares relacionados não são tão profundos – enquanto as águas da inundação avançavam. Dessa forma, os dinossauros conseguiram escapar do enterro no início do dilúvio.”[8]

Coletivamente, esses dados estabelecem que grande parte do Paleógeno e do Neogeno (conhecido anteriormente como Terciário) compôs a fase de recuo do grande dilúvio, colocando o limite dilúvio/pós-dilúvio no topo da megassequência de Tejas (Cenozóico Superior). Dados reais de rochas e outras evidências não apenas confirmam que houve um dilúvio global, como descrito na Bíblia, mas também nos ajudam a entender melhor seus estágios finais de deposição sedimentar. 

(Everton Fernando Alves, mestre em Ciências [Imunogenética] pela UEM e autor dos livros Revisitando as Origens e Teoria do Design Inteligente)

Referências:
1. Austin SA, Baumgardner JR, Humphreys DR, Snelling AA, Vardiman L, Wise KP. Catastrophic plate tectonics: a global Flood model of earth history. In: Walsh RE (Ed.). Proceedings of the Third International Conference on Creationism. Pittsburgh, PA: Creation Science Fellowship, 1994, pp. 609-621.
2. Whitmore JH, Wise KP. Rapid and early post-Flood mammalian diversification evidences in the Green River Formation. In: Snelling AA (Ed.). Proceedings of the Sixth International Conference on Creationism. Pittsburgh, PA: Creation Science Fellowship, 2008, pp.449-457.
3. Oard MJ. Geology indicates the terrestrial Flood/post-Flood boundary is mostly in the Late Cenozoic. Journal of Creation 2013; 27(1):119-127.
4. Clarey T. The Ice Age as a mechanism for post-Flood dispersal. Journal of Creation 2016; 30(2):54-59.
5. Clarey TL. Local Catastrophes or Receding Floodwater? Global Geologic Data that Refute a K-Pg (K-T) Flood/post-Flood Boundary. Creation Research Society Quarterly 2017; 54(2):100-120.
6. Clarey T. Palo Duro Canyon rocks showcase Genesis Flood. Acts & Facts 2018; 47(7):10.
7. Alves EF. Revisitando as Origens. Maringá: NUMARSCB, 2018. 210p.
8. Clarey TL. Dinosaur Fossils in Late-Flood Rocks. Acts & Facts 2015; 44(2):16. Disponível em: http://www.icr.org/i/pdf/af/af1502.pdf

Fonte: Criacionismo
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Ter filhos transforma o cérebro das mulheres

Mais evidências de que homens e mulheres não são intercambiáveis

Homens e mulheres são tão diferentes assim? A resposta presumida por muitos de nossa cultura é “não”. Mas qualquer mulher que já teve um bebê pensa diferente. A ideia, inserida em nossa cultura por força da revolução sexual, de que homens e mulheres são basicamente iguais, com muito poucas diferenças externas, é agora amplamente considerada correta. O que eu chamo de movimento “revisionista de gênero” está a todo vapor. Alguns pais estão agora tentando até criar seus bebês como “theybies” [termo em inglês que junta o pronome eles/elas, porém sem definir o gênero, ao substantivo bebês], o que significa não “atribuir” um gênero masculino ou feminino a seus filhos até que eles tenham idade suficiente para escolher por si próprios.

O problema com a nova onda de gênero é que a ciência continua nos relembrando de que homens e mulheres são profundamente diferentes. E que devemos ser gratos por isso. Uma recente pesquina no Boston Globe ressaltou o quão visível é essa diferença em nível neurológico. Utilizando moderna tecnologia de imagem, pesquisadores conseguem observar o cérebro de grávidas e mães recentes, e testemunhar as mudanças de vida ímpares que ocorrem.

Essa extraordinária nova “descoberta” não é tida como surpresa por mulheres que experimentaram a gravidez. Chelsea Conaboy, por exemplo, confessou no artigo do Globe que sua tendência de ser preocupada em demasia aumentou muito após ter seu filho. Claro, para algumas mulheres, essas mudanças podem ser extremas e levar à depressão, e requerem tratamento. Mas para a vasta maioria a metamorfose da maternidade é saudável e essencial. Ela ajuda a moldar mulheres, como explica Conaboy, de forma mais “impetuosamente protetora, motivadas”, cuidadoras, “focadas na... sobrevivência do bebê e no bem-estar de longo prazo”.

Estamos agora descobrindo que o que está na origem dessa transformação é uma reestruturação radical do cérebro, que ocorre em praticamente todas as mulheres quando elas se tornam mães. Chamar a maternidade de um “grande evento” para a mãe é usar o termo atenuado do século. Mas a pesquisadora da Universidade de Rennes Jodi Pawluski esclarece que é também um “grande evento” para o cérebro.

Um artigo de 2016 publicado na Nature detalha como imagens do cérebro têm revelado mudanças dramáticas no volume de massa cinzenta em cérebros de mães recentes. Essas mudanças estão concentradas em regiões envolvidas em interação social e “teoria da mente”, que é a habilidade mental de “se colocar no lugar de outras pessoas”. Em outras palavras, o cérebro de mães recentes literalmente se reconfigura no sentido da empatia e da compreensão.

O grande aumento de hormônios associados com a gravidez e o nascimento parece disparar essas mudanças, e pode até equipar as mulheres para suportar melhor a privação do sono e as multitarefas que sempre acompanham o pequeno novo pacote de alegria.

Essa incrível transformação faz mais do que apenas manter o bebê seguro. De acordo com a neurocientista israelense Ruth Feldman, ela molda o cérebro do recém-nascido também. O conjunto de circuitos neurológicos básicos que nosso cérebro desenvolve quando nossas mães nos seguram e beijam pela primeira vez é o mesmo conjunto que posteriormente se “reconfigura” para nos conectar com amigos, esposa, e mesmo com companheiros de times esportivos. Nós literalmente carregamos as marcas do amor de nossas mães conosco por onde quer que andemos, pelo resto da vida.

Homens não experimentam essa renovação cerebral automática, induzida pelo nascimento. Ao invés disso, pesquisas sugerem que o cérebro dos pais é alterado por outra coisa: envolvimento. Quanto mais tempo um pai gasta cuidando do filho, “mais ativa se torna a rede parental em seu cérebro”. Enquanto os cérebros maternos se reconfiguram automaticamente, pais devem escolher moldar a si mesmos como pais protetores e cuidadores.

A neurociência moderna simplesmente não sustenta a ideia de dois sexos intercambiáveis e indistinguíveis que podem ser combinados de qualquer forma que quisermos. Ao invés disso, estamos tendo uma visão mais clara de dois sexos fundamentalmente diferentes, complementares, projetados para atuar em papéis exclusivos.

E agora que vemos o cérebro de mães em ressonâncias magnéticas, a imagem está mais clara do que nunca. Obrigado, mãe!

(The Christian Post, com tradução de Leonardo Serafim)

Fonte: Criacionismo 
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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Meditação diária para 2019 apresenta histórias de pessoas e instituições marcadas pela esperança

Meditação, em português, já está disponível (Foto: Casa Publicadora Brasileira)
Há histórias que naturalmente inspiram esperança quando são contadas, ouvidas ou lidas. Mesmo quando parecem, em um primeiro momento, transmitir a ideia de tragédia. Uma delas remonta ao ano de 1910. Nessa época, o casal de pioneiros adventistas, pastor Ignacio Kalbermatter e sua esposa, Cecilia, atuava em um distrito pastoral que abrangia todo o país do Paraguai. Uma perda, no entanto, abalou fortemente o casal. Foi a morte do filho, Ismael, com um ano e oito meses de idade. A outra perda foi algum tempo depois, quando serviam a Igreja Adventista na Bolívia: a filha de nove meses se sufocou com uma fralda.
O inusitado é que, muito tempo depois, o neto desse casal, o pastor jubilado Ignácio Kalbermatter (mesmo nome do avô) foi o presidente da denominação no Paraguai. E, no final de 2017, seu filho, Hiram Kalbermatter (bisneto de Ignacio e Cecilia), tornou-se presidente da Igreja Adventista na Bolívia. Nos dois países, onde perdas irreparáveis ocorreram, dois descendentes dos pioneiros deram sequência ao trabalho da organização.
Essa história mostra que, apesar das tragédias, existe esperança no futuro, e é uma das centenas escritas pelo pastor Erton Köhler, líder sul-americano adventista, autor da reflexão Meditações Diárias de 2019, produto da Casa Publicadora Brasileira. O material é produzido em português desde 1953 e, um ano antes, começou a ser difundido em espanhol. Consiste em breves textos para leitura e meditação diários com aplicações bíblicas a respeito de temas diversos, ideais para momento de comunhão com Deus. Köhler escolheu a temática da esperança.
Inspiração
Hoje, meditações como a escrita pelo presidente da Igreja Adventista na América do Sul chegam a 67 países e possuem basicamente dois tipos de autoria: líderes e escritores adventistas reconhecidos no mundo e meditações de trechos selecionados dos escritos da cofundadora da organização, Ellen White.
Pela primeira vez, o mesmo autor da meditação em português será autor do material escrito traduzido e adaptado ao espanhol, cuja produção está a cargo da editora adventista Asociación Casa Editora Sudamericana (ACES), localizada na Argentina. Aliás, o próprio diretor-geral dessa editora, Gabriel Cesano, é mencionado em uma das histórias, também ligada à esperança, entre as reflexões registradas pelo pastor Erton Köhler.
O autor da meditação de 2019 escreveu sobre o relato de conversão de Cesano e sua família, começando por sua mãe, Hana, que, com 12 anos de idade, mudou-se da República Tcheca para a Argentina. Em 1984, já com 33 anos, enfrentava uma dura luta para criar três filhos e sentia que precisava de Deus e de uma igreja. Foi, então, visitada por um colportor que lhe vendeu uma grande Bíblia ilustrada, além de dois outros livros. Estudou a Bíblia posteriormente e foi batizada. Com dificuldades, conseguiu que os filhos estudassem em escolas adventistas. Um deles se tornou pastor e hoje dirige a editora de onde saíram os livros que foram importantes para sua família se tornar adventista.
Vídeo promocional sobre a meditação:
Processo meticuloso
Para Köhler, esse é o tipo de inspiração que ele espera produzir na mente dos leitores do material. O líder adventista explica que ficou sabendo há cerca de quatro anos que teria a incumbência de escrever a meditação.
A partir desse momento, passou a selecionar textos bíblicos, histórias inspiradoras e rascunhou estruturas básicas. “Procurei coletar relatos marcantes de missionários, de hinos e mesclei com aplicações bíblicas, além de experiências pessoais também. Tive a ajuda de alguns amigos com a pesquisa. Alguns textos levaram até uma hora para ser escritos e, outros, devido à complexidade dos dados pesquisados, sete horas”, comenta o autor.
A redação começou a ser propriamente desenvolvida em fevereiro de 2018, especificamente no feriado prolongado de Carnaval. O material completo foi concluído em julho, mas, à medida que os textos ficavam prontos, eram remetidos aos editores da Casa Publicadora Brasileira, encarregados de dar o formato final.
A primeira tiragem em português é de 93 mil exemplares, mas expectativa é ultrapassar 100 mil. Em espanhol, a tiragem chega a 35 mil exemplares, segundo estimativa da ACES.  Em português, o livro pode ser adquirido no site da Casa Publicadora Brasileira.
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Diálogo pode ajudar a diminuir índices de suicídio

Em todo o mundo, ações buscam diminuir os índices de suicídio (Foto: Loma Linda University News)
Melissa J. Pereau é apaixonada por ajudar as pessoas durante períodos críticos em suas vidas, sendo esse o motivo porque ela passa os dias trabalhando com pacientes que pensam em cometer suicídio ou que já o tentaram. Como diretora médica e psiquiatra no Centro de Medicina Comportamental da Universidade de Loma Linda, ela é diariamente confrontada com a realidade do suicídio e de como esse tópico, dentre outros sobre saúde mental, de alguma forma, afeta cada comunidade.
A despeito da prevalência de questões de saúde mental, as tentativas de discutir o tema são muitas vezes rejeitadas devido à sensibilidade que o cerca. Embora o elevado perfil de suicídios recentes nos Estados Unidos tenha suscitado questões que levaram os indivíduos a confrontarem diretamente a questão, o problema é mais amplo.
A taxa de suicídios nos EUA aumentou em 30% desde a metade da década de 1990, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. Na média, ocorrem 123 suicídios por dia no país, de acordo com a Fundação Americana para Prevenção do Suicídio.
Conscientização
No Brasil, um dos esforços para diminuir os índices nacionais vem do Centro de Valorização da Vida (CVV), entidade que atua de forma voluntária em território nacional há 56 anos. De acordo com a instituição, 30 brasileiros cometem suicídio diariamente. Uma das formas de levar o assunto para um debate mais amplo acontece através da campanha Setembro Amarelo.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul também está envolvida com a prevenção do suicídio. Neste ano, o projeto Quebrando o Silênciotrata justamente deste tema, com conteúdos de orientação e apoio para quem pensa em suicídio e para familiares que precisam lidar com a dor da perda.
O trabalho de Melissa com os pacientes e seus grupos de apoio a motivaram a ser uma voz em favor da conscientização sobre a saúde mental. Seu trabalho na Universidade de Loma Linda, uma instituição adventista do sétimo dia em Loma Linda, Califórnia, Estados Unidos, a expôs a muitos questionamentos dos pacientes, de seus amigos e familiares a respeito da saúde mental e do suicídio. Ela aceitou participar de uma entrevista para discutir as questões de saúde mental, incluindo a busca de apoio, ajuda e ferramentas para o enfrentamento. A seguir, alguns trechos dessa entrevista:
Como um amigo ou familiar de alguém que sofre com questões de saúde mental pode falar com a pessoa de forma não prejudicial?
Certifique-se de não abordar a pessoa de forma crítica. Converse com a disposição de mostrar a sua própria vulnerabilidade e debilidade. Introduzir um ambiente amoroso e atencioso pode ajudá-lo melhor a falar sobre os pensamentos de suicídio ou dos sentimentos de depressão e ansiedade. 
Se alguém evita buscar ajuda médica porque acredita que receberá um temido diagnóstico, como ajudar a amenizar o medo de ser rotulado? 
Alguém que não deseja se consultar com um profissional de saúde mental porque teme ser rotulado com “doença mental” faz sentido, mas não contribui para a raiz do problema. É o mesmo que não se consultar por temer ser rotulado como diabético. Significa que você segue com a doença. Significa que você ainda necessita de ajuda e é importante que você obtenha a ajuda necessária. 
E o que dizer se as circunstâncias de alguém contribuem em muito para sua dor emocional? Como ela pode saber o que causou sua situação e a que se deve a doença mental subjacente? 
As circunstâncias da vida podem, definitivamente, contribuir para pensamentos suicidas e a pessoa pode ficar enredada e isolada por essas circunstâncias. Receber apoio e ter pessoas a quem recorrer é o mais importante nessas situações. Não estar só pode ajudar em ambas as situações, quer sofrendo de doença ou circunstâncias mentais.
Há palavras ou frases que você aconselha que as pessoas não usem quando falam a respeito de saúde mental? 
É importante não mencionar coisas que levem ao sensacionalismo da doença mental, da saúde mental, detalhes de suicídio ou detalhes da doença. Essas coisas podem ser grandes desencadeadores. Antes, pergunte à pessoa com o que ela está lutando ou o que lhe está causando a dor. Esse tipo de pergunta provê muito mais conforto do que partir para detalhes.
O que é avaliação de saúde mental? 
A avaliação pode ser feita de diversas formas e analisa os estressores contínuos atuais e as formas de lidar com esses estressores. Algumas vezes considera as experiências prévias de vida, mas, com frequência, avalia as experiências diárias e o quão distante você pode estar de seu parâmetro ideal. Você pode conversar com um psiquiatra, psicólogo, assistente social, conselheiro ou até mesmo com seu médico.
Os pacientes deveriam ter medo de que os antidepressivos ou medicação psiquiátrica irão mudá-los como indivíduos? 
As medicações que tratam doenças mentais não se destinam a transformá-lo em uma pessoa diferente. Elas o ajudarão a voltar a ser o que era antes da doença. Muitas vezes, as pessoas temem dar o tempo suficiente para a medicação fazer efeito. Alguns antidepressivos podem levar até seis semanas ou mais para funcionar; portanto, converse com seu médico para saber o que esperar.
Para alguém com doença mental, o que é melhor: ser tratado com medicação ou fazer terapia? 
A melhor estratégia de gerenciamento envolve medicação combinada com aconselhamento e terapias. Essa abordagem de tratamento da “pessoa como um todo” funciona ao levá-lo à raiz do problema e ao equilibrar a química do cérebro.
Como uma pessoa pode começar a lidar com o suicídio de um ente querido?
Permanecer envolvida com outra pessoa, seja participando de um grupo de apoio ou de um pequeno grupo de pessoas de sua confiança. Sempre haverá a tendência de se afastar dos outros, mas possibilidade de desencadear lembranças dolorosas sobre a perda é maior. Esforçar-se por se manter alimentado e por ter hábitos regulares de alimentação, além de fazer exercícios e descansar podem ajudar no alívio da dor.
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domingo, 2 de setembro de 2018

Um Cristão Pode Votar em Candidatos Marxistas?

Acista a esse serie de três vídeos do jornalista e professor Leandro Quadros sobre o assunto.








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Sobre o Autor:

Jair Gomes Silva é aluno do curso de Teologia da Faculdade Adventista da Amazônia. Tem grande interece pela área da teologia histórica. Ama fazer evangelismos e ganhar almas para Cristo.

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