"E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará" - Jo 8:32

sábado, 11 de agosto de 2018

UM EXEGESE DE MATEUS 11:12


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Texto Bíblico:
“Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.” Mateus 11:12

1 INTRODUÇÃO
Definição Do Problema
O texto de Mateus 11:12, quando tirado de seu contexto, pode ser mal interpretado. No texto há expressões como “tomado por esforço” e “esforçam” que podem levar o leitor a interpreta-lo como sendo apoio a crença da salvação pelas obras, ou, até mesmo, que as obras são levadas em conta no processo de salvação. Especialmente porque essas palavras foram ditas pelo próprio Cristo.

Proposito
O presente trabalho tem como objetivo buscar, por meio da hermenêutica bíblica, a melhor compreensão para o texto de Mateus 11:12. O texto será estudado exegeticamente dentro do seu contexto e língua original, para que se possa conhecer qual o verdadeiro sentido o autor desejava transmitir aos seus leitores.

Relevância Do Trabalho
A crença na salvação unicamente pela graça é defendida pela maioria dos cristãos e apresentada nos escritos do apóstolo Paulo por varia vezes, sendo a mais destacada Efésios 2:8-10 onde o autor desqualifica qualquer possibilidade de inclusão das obras nesse processo. Porém o texto que esta sendo trabalhado nessa exegese coloca em questão a temática apresentada por Paulo, e se tona mais relevando pelo fato de ter sido pronunciado em um discurso de Jesus. É de suma importância buscar uma melhor compreensão sobre o assunto, e é isso que o presente trabalho se propõe a fazer.

Limitações
Esse trabalho não será uma analise exaustiva do texto.

Metodologia
Essa é uma pesquisa de natureza bibliográfico. Para tanto, será empregado o método gramatico-histórico aplicando o princípio de que a Bíblia é sua única interprete (Sola Scripitura), e que toda a Bíblia é válida (Tota Scripitura).

2 RESOLUÇÃO DO PROBLEMA
Delimitação Da Perícope
Mateus 11:12 está na perícope Mateus 11:7-15 que trata do discurso de Jesus sobre João Batista. Isso pode ser observado por meio dos seguintes fatores: 1) Há no texto grego uma divisão em paragrafo que corresponde aos versos 7 a 15. 2) A uma indicação calar de alteração de contexto dos versos 2 a 6 onde João Batista envia mensageiros a Jesus e o discurso dos versos 7 a 15 a respeito de João. 3) Logo após, Jesus muda de assunto e passa a falar sobre as cidade e sua missão como salvador.

Tradução
WHT: ἀπὸ δὲ τῶν ἡμερῶν Ἰωάνου τοῦ βαπτιστοῦ ἕως ἄρτι ἡ βασιλεία τῶν οὐρανῶν βιάζεται, καὶ βιασταὶ ἁρπάζουσιν αὐτήν.
NVI – “Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos céus é tomado à força, e os que usam de força se apoderam dele.”
NIV – “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus foi submetido a violência, e as pessoas violentas foram invadindo-o.” (tradução minha)
NTLH – “Desde os dias em que João anunciava a sua mensagem, até hoje, o Reino do Céu tem sido atacado com violência, e as pessoas violentas tentam conquistá-lo.”
MINHA TRADUÇÃO – “Além disso, desde os dias de João Batista até agora o Reino dos Céus é tomado por violência e os violentos se aproveitam disso.”
Fora verificado que há incoerências entre as principais traduções e o texto grego.

Critica textual
Não há variantes textuais significativas.

Contexto Histórico e Cultural
Autor: Os comentaristas mais conservadores apontam para Mateus, o discípulo de Jesus e ex-cobrador de impostos também chamado de Levi Mateus. Há estudioso que apontam que o evangelho foi escrito por um judeu anônimo no final do primeiro século em hebraico o aramaico, e só no segundo ou terceiro século havia sido traduzido para o grego. A alta critica nega plenamente que o autor tenha sido discípulo de Jesus. Mas há evidências que indicam que Mateus, o discípulo de Jesus, foi como o autor do evangelho que recebe seu nome. Nessa pesquisa ira se considerar a crença mais tradicional de que o evangelho foi realmente escrito por Mateus e em língua grega. (Conforme introdução da Bíblia de estudos Andrews).

Data:  Não há no meio acadêmico uma data bem definida para o livro. Porém, quase nenhum estudioso o considera como tendo sido escrito no segundo século, se não no primeiro. Muitos estudiosos defendem que o evangelho de Mateus foi escrito antes do ano 70 d.C, quando os romanos invadiram e destruíram a cidade de Jerusalém e o seu templo. Essa será a data adotada nesse estudo. (conforme CBASD na introdução ao livro de Mateus).

Destinatário: Provavelmente os Judeus. Ele apresenta o cumprimento das profecias do Antigo Testamento e busca apresentar Jesus como o Messias que havia sido prometido para os Judeus. Outra evidencia forte é o fato de Mateus, ao contrário de Marcos, não explicar os costumes Judaicos que menciona em seu livro. Esses argumentos têm levado alguns estudiosos a acreditar que Mateus escreveu em hebraico ou aramaico o seu evangelho, e que só no segundo ou terceiro século o livro fora traduzido. No entanto não há evidencias de que isso seja verdade. Nunca foi encontrado o autografo e não há evidencias de uma tradução no texto das copias gregas.

Circunstancia Histórica: O livro foi escrito em um período de crise para o povo de Israel. No aspecto religioso eles esperavam o messias que os livrasse da opressão causada pelos romanos. No senário político Israel estava totalmente sujeito aos ditames do maior império da época (Roma) e não tinha liberdade de escolher os próprios governantes ou ter leis próprias que contrariassem as romanas. Além disso, existem grande evidencias de que o evangelho foi escrito após a destruição do templo de Jerusalém, algo que certamente abalou a por completo a nação. Nesse contexto Mateus relata o nascimento, vida e morte do Messias, Jesus Cristo.

Elementos Culturais: Os judeus passaram por vários cativeiros por ao longo da história, conforme narrado na Bíblia. Após o seu cativeiro babilônico (que findou no quinto século) os lideres religiosos da nação colocaram em pratica um tratado teológico com o qual, eles acreditavam, não teriam mais problemas em observar as orientações divinas (os judeus acreditavam que seu cativeiro havia ocorrido como um castigo pela desobediência as leis de Deus). Esse tratado era composto de várias regras que expandiam os mandamentos. Por exemplo: Deus ordenou a observância do sábado, eles então criaram vários mandamentos do que fazer ou não no sábado. Com o passar do tempo, os judeus fugiram um pouco do que Deus os havia ensinado sobre o único método de salvação e começaram a crer que seria possível obter a salvação por méritos próprios. Para tanto, eles usaram os 613 mandamentos desenvolvidos para ampliar os dez da lei descrita em Êxodo 20, dos quais 248 eram para não fazer. Porem, se houvesse a desobediência de algum desses mandamentos era só escolher um dos outros 365 para fazer e repor o credito perdido, e um outros para ter credito extra. Um exemplo de mandamentos para fazer: ofertar no templo ou ajudar órfãs e viúvas. (Conforme apresentado pelo Dr Roberto Pereyra na Semana Teologia dia 26 de março de 2017 no auditório do residencial masculino da Faculdade Adventista da Amazônia. Texto não publicado)

Propósito e Tema do Livro: O propósito do Evangelho de Jesus segundo Mateus, como o próprio nome já diz, é contar a boa nova sobre o messias, que é Jesus Cristo, aos Judeus que estavam a muitos anos esperando a sua vinda. O livro inteiro gira em torno disso.

CONTEXTO LITERÁRIO
Gênero do Texto: Evangelho
Esboço do Livro:
1.      Prólogo: Genealogia e narrativa da infância de Jesus 1:1-2:23
a)      Genealogia de Jesus 1:1-17
b)      O nascimento 1:18-25
c)      A visita dos magos 2:1-12
d)      Fuga para o Egito e matança nos inocentes, a volta para Israel 2:13-13
2.      Proclamação do Reino dos Céus 3:1-7:29
a)      Início do Ministério de Jesus 3:1-7:29
b)      O Sermão da Montanha 5:1-7:29
3.      O ministério de Jesus na Galileia 8:1-11:1
a)      Realização dos dez milagres 8:1-11:1
b)      Escolha e envio dos doze (Missão) 9:35-11:1
4.      Histórias e parábolas em meio a controvérsias 11:2-13:52
a)      Controvérsia 11:2-12:50
b)      Várias parábolas sobre o Reino dos Céus 13:1-52
5.      Narrativa, controvérsia e discurso 13:53-17:27
a)      Dias que antecederam a sua ida a Jerusalém 13:53-17:27
b)      Ensinos para os discípulos 18:1-35
6.      Jesus na Judéia e em Jerusalém 19:1-25:46
a)      A jornada final de Jesus: entrada triunfal e discursos em Jerusalém 19:1-23:39
b)      Os ensinos escatológicos de Jesus 24:1-25:46
7.      A narrativa da Paixão de Cristo 26:1-27:66
8.      A narrativa da ressurreição e o envio 28:1-20
Fonte: feito com o auxilio da Bíblia de Estudos de Genebra

Relação com o Contexto
O texto estudado faz parte de um discurso de Jesus sobre João Batista. A Bíblia de Almeida em sua versão Revista e Atualizada (ARA) titula o toda a períco onde o texto se encontra como “o testemunho de Jesus sobre João Batista”.

Há uma passagem paralela do texto no livro de Lucas no capitulo 16 e verso 16, onde diz: “A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele.” (grifo nosso). Os outros dois evangelhos não mencionam esse evento. Os editores da Bíblia ARA atribuem o mesmo titulo para o texto de Lucas.

Mateus não escreveu nenhum outro livro do Novo Testamento, e não usa expressões semelhantes no resto de seu livro. Lucas escreveu o seu evangelho e o livro de Atos dos Apóstolos, porém não faz uso desses mesmos termos em nenhum outro lugar.

Não existem outras citações em todo o Novo Testamento onde Jesus pareça defender a salvação pelas obras. Pelo contrário, há textos onde Ele expressa claramente: "a tua fé te salvou."  Mateus 9:22.

Analise Gramatical
A palavra traduzida como força é βιάζεται. Literalmente significa "forçar passagem” ou “entrar forçosamente". Não resta dúvidas de que a passagem fala sobre o uso da força.

Porém há uma palavra muitas vezes esquecida pelos tradutores que desejo analisar. A palavra é δὲ. Ela aparece suprimida na maioria das traduções mais faz grande diferença. O início do veros pode ser traduzido como “Além disso” e demostra uma conexão com o que havia sido dito anteriormente.

Estudo do Uso de Palavras
As duas únicas vezes em que a palavra βιάζεται é usada estão nas falas de Jesus relatadas por Mateus e Lucas, como já fora mencionado acima. Em todo o resto do Novo Testamento não se usa essa palavra. E seu uso fora da Bíblia não é muito significativo (THAYLER, p. 122).

Já as palavras ἀπὸ δὲ são usadas com bastante abrangência em toda o Novo Testamento.

A respeito do termo δε, Danker e Gingrich (p. 50) escrevem:
δε conjunção adversativa, pospositiva; também é usada aditivamente e Mt 1.2ss; mas Mt 6.1; 1 Co 2.15. Indicando apenas transição, ora, então Mc 5.11; Lc 3.21; 1 Co 16.12; isto éKm 3.22; 1 Co 10.11; Fp 2.8. Após um adv. de negação, pelo contrário, mas Lc 10.20; At 12.9, 14; Ef 4.15; Hb 4.13, 15. δέ και e também, mas também Mt 18.17; Mc 14.31; Jo 2.2; At 22.28; 1 Co 15.15. και ... δέ e também, mas também, pois também Mt 16.18; Jo 6.51; At 22.29; 2 Tm 3.12. Para μεν ... δέ veja μέν. δέ pode, frequentemente, ser omitida na tradução. (grifo nosso)

Como fora mostrado acima, o termo δε que quase sempre é traduzido como uma conjunção adversativa (mas), pode ser também ser usada como um aditivo que denote retomar a ideia que vinha sendo trabalhada antes.

Nesse sentido o termo serviria para conectar o verso 12 aos seus antecessores.

Por tanto proponho que a melhor forma de traduzir seria: “Além disso, desde os dias de João Batista até agora o Reino dos Céus é tomado por violência e os violentos se aproveitam disso.”

ANALISE TEOLOGICA
A correta compreensão desse veros é vital para a Soteriologia. Não é muito viável propor que Jesus aqui estivesse ensinado algo que é condenado em vários lugares da Bíblia, com mais ênfase em Efésios 2:8-10.

Deve-se levar em conta todo o contexto cultural judaico para obter uma correta interpretação desse texto.

Mediante o apresentado acima, pode-se afirmar que Jesus, dizendo: “além disso, desde os dias de João Batista até agora o Reino dos Céus é tomado por violência e os violentos se aproveitam disso” conforme a tradução proposta, não estava concordando com os ensinos rabínicos, mas sim alertando os seus ouvintes a respeito do assunto.

Jesus na verdade estava dizendo que, embora muitas pessoas ensinassem que era possível obter o reino de Deus por meio de obras praticadas (força) e que os praticantes de boas obras (que se esforção) estavam se aproveitando disso. Jesus, até então, falava a respeito de João Batista e sua pregação no deserto (versos 7 a 11). No verso 12 Ele acrescenta que desde quando João iniciou suas pregações (ou mesmo antes) já havia a crença de que o reino dos Céus poderia ser conquistado mediante esforço (cumprindo mandamentos apara obter crédito diante de Deus) e que muitos gostavam dessa ideia ao ponde de acreditarem que estavam obtendo o reino dos Céus.

 Isso, porém, não era bíblico. Era exatamente o que João desejava combater com seus sermões sobre arrependimento e confissão de pecados, batismo e nova vida. O próprio Jesus define a forma correta para se obter entrada no reino alguns versos depois (28-30) quando apela para que os que estivessem casados (talvez de tentarem inutilmente buscar méritos por esforço próprio) se achegassem a ele.


3 RESUMO E CONCLUSÕES
O texto de Mateus 11:12 pode ser mal compreendido em nossos dias se for retirado de seu contexto histórico e cultural. Nesses versos Jesus faz uma crítica a má compreensão das escrituras e lei divina por parte dos líderes judaicos de sua época.

Percebe-se que existem outras possibilidades de tradução para o termo δε, além da tradução mais convencionais que apontariam apara uma ideia de adição ao texto anterior ao invés de contraposição, como é colocado na maioria das trações modernas.

Conclui-se por tanto, afirmando que a correta compreensão desse texto tira qualquer possível alegação de que Jesus possa ter defendido a salvação pelas obras ou som o seu auxilio e se demostra que o texto apenas apresenta uma menção de Cristo sobre esse assunto.

Cristo entendia que os judeus de seu tempo tinham uma incorreta interpresam soteriologica acerca da lei. E Ele apenas explica que embora muitos estivessem retirando proeiro dessa má compreensão e crendo que por seus méritos estavam s aproximando do reino de Deus, eles na verdade estavam cometendo um terrível equívoco. Prova disso é o convite feito por Cristo no mesmo capitulo nos versos 28 a 30, um verdadeiro convite a graça e  ao arrependimento.



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REFERENCIAS
BÍBLIA DE ESTUDOS ANDREWS. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2015.

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA: A Bíblia Sagrada com o comentário exegético e expositivo, 1. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, (Logos v. 5).

GINGRICH, F. Wilbur; DANKER, Frederick W. Léxico Do Novo Testamento Grego / Português. São Paulo: Vida Nova, 1993.

OMANSON, Roger L.  Variantes textuais do novo testamento:  análise e avaliação do aparato critíco de "O novo testamento grego". Tradução de Vilson Scholz. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2010.


REGA, Lourenço Stelio; BERGMANN, Johannes. Noções do grego bíblico: gramática fundamental. 3. ed. São Paulo: Vida Nova, 2014.

THAYLER, Joseph Henry. Greek-English Lexicon of the New Testament. Disponível em:

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O CONHECIMENTO DE DEUS

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1 INTRODUÇÃO
Quem é Deus? – Essa simples pergunta, de aparência infantil, tem deixado muitos estudiosos inquietos ao longo da história. Para uns Deus é um ser pessoal que se comunica com os seres humanos; outros já o consideram como uma “energia” que circunda o universo e está presente em todos os lugares. Já a definição de que Deus é o criador e mantenedor de tudo que conhecemos parece ser bem razoável e é aceita por quase todos os cristãos.

Mas como podemos conhecer a esse Deus? Quem Ele é?

Nesse artigo conhecemos como o próprio Deus agiu para permitir que os seres humanos o conhecessem.

2 REVELAÇÃO
Revelação “é o ato de Deus abrir a cortina do desconhecido e dar conhecimento aos seres humanos sobre coisas incognoscíveis a eles, que de outra maneira jamais poderiam alcançar.” (Borba, 2015).

Antes da entrada do pecado Adão conseguia comunicar-se com Deus facilmente e ouvir sua voz de forma nítida (Gn 3:8-23). Gerações depois, com a degradação causada pelo pecado, a voz do Senhor não poderia ser ouvida como antes. Na entrega dos dez mandamentos no monte Sinai, por exemplo, os israelitas pedem para que Deus possa parar de falar, pois temiam a morte (Ex 20:19).

Deus, conhecendo a condição humana, e tendo desejoso de manter o contato com as suas criaturas, elaborou formas pelas quais o homem poderia conhecer-Lo. “Muitas são as maneiras pelas quais Deus procura revelar-Se a nós e pôr-nos em comunhão com Ele.” (White, p. 85). São elas: Revelação Geral e Revelação Especial. Que passam a ser explicadas a seguir.

2.2 Revelação Natural
O Criador faz uso da natureza. 

Poetas e naturalistas têm muito que dizer acerca da natureza; mas é o cristão quem mais sabe apreciar as belezas da Terra, porque reconhece a obra de seu Pai, e percebe Seu amor em cada flor, arbusto ou árvore. Ninguém pode apreciar plenamente a significação de montes e vales, rios e lagos, se não os olha como uma expressão do amor de Deus ao homem. (White, p. 87)

Ao contemplar a grandiosidade do nosso planeta, a diversidade de animais encontrados nas savanas africanas ou na floresta amazônica, a profundidade e os mistérios dos oceanos; ou, até mesmo, a complexidade do corpo humano, podemos perceber que tudo isso não existe por acaso. As digitais de um Deus criador estão bem visíveis em sua vasta criação. Sabendo disso o apóstolo Paulo escreveu: 

Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; (Romanos 1:19, 20 – Grifo nosso)

É possível concluir, apenas com o conhecimento da natureza, a existência de um ser criador. Porém, a natureza não proporciona todas as informações necessárias a respeito de seu Criador. Para que o homem não ficasse confuso a esse respeito, Deus nos proporciona outra forma de revelação.

2.2 Revelação Especial
Sobre essa revelação Ellen White comenta: “Deus nos fala a nós por Sua Palavra. Aí temos em linhas mais claras a revelação de Seu caráter, de Seu procedimento com os homens, e da grande obra de redenção.” (p. 87).

Mas a revelação especial não limita-se apenas a Bíblia. “Deus nos fala por meio de Suas operações providenciais, e pela influência de Seu Espírito sobre o coração.” (White, p. 87). Isso sem mencionar a própria divindade que se fez homem – Jesus Cristo.

Foi com esse plano de fundo em mente que o autor da carta aos Hebreus escreveu: “Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo.” (Hebreus 1:1, 2 – Grifo nosso).

2.2.1 JESUS CRISTO
No evangelho segundo João, no capitulo oito, está registrado o momento no qual Jesus afirma ser igual a Deus. Veja o que diz o verso nove: “Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”

Cristo veio a terra em aparecia humana, mas demostrava em seu caráter todos os traços da natureza divina. Ao olhar para Ele e observar seu modo de proceder era fácil ver a diferença entre Jesus e a humanidade.

Jesus não veio a terra apenas apara morrer pelos pecados da humanidade, ele veio para aproximar o homem de Deus em todos os aspetos. Ele se tornou conhecido entre os homens para que eles pudessem conhecer a Deus e busca-Lo.

Sobre Jesus Ellen White disse:
Ao meditarmos nas perfeições do Salvador, havemos de desejar ser transformados por completo, e renovados na imagem de Sua pureza. A alma terá fome e sede de tornar-se semelhante Àquele a quem adoramos. Quanto mais nossos pensamentos se demorarem em Cristo, tanto mais falaremos dEle aos outros e O representaremos perante o mundo. (p. 89)

2.2.2 A BÍBLIA
A Bíblia é a vontade de Deus expressa de forma clara aos seres humanos. Durante séculos o Senhor a tem preservado para que ela possa nos servir “como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em seus corações.” (2 Pe 1:19).

“Elas não contem a palavra de Deus. Ela é a palavra de Deus.” (Borba, 2015)

A Bíblia não foi escrita para os doutos unicamente. Ao contrário, destina-se ao povo comum. As grandes verdades indispensáveis para a salvação, nela se acham reveladas com a clareza da luz meridiana; e ninguém errará nem perderá o caminho a não ser os que seguirem seu próprio juízo em vez da vontade de Deus, claramente revelada. (p. 89)

Encontramos na Bíblia a vontade de Deus expressa de forma que o homem finito possa entender. Por meio dela podemos descobrir os atributos de Deus e os seus feitos miraculosos do passado. Com sua ajuda chegamos à conclusão não apenas da existência de um criador, mas sabemos claramente quem é esse criador. E ao ler o relato bíblico da criação e redenção é possível entender como esse Deus de amor agiu para nos aproximarmos dele.

A Bíblia não apresenta apenas evidencias internas de sua autoridade. “Uma evidência externa de que a Bíblia é a Palavra de Deus, é o seu poder transformador na vida dos verdadeiros crentes.” (Borba, 2015). Inúmeras pessoas já leram o relato bíblico e tiveram sua vida transformada por Deus.

3 CONCLUSÃO
É desejo de Deus que os seres humanos possam conhece-lo. Para tanto, o Senhor providenciou meios pelos quais somos levados a descobrir que temos um Criador e quem é esse criador. Por meio da Natureza, da Bíblia e, especialmente, de Jesus Cristo podemos conhecer a Deus.

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A GRAÇA ESTÁ SEMPRE DISPONÍVEL (Miqueias 7:18)


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1 Introdução
“Tenho duas notícias para lhe dar. Uma boa, mas a outra ruim” – A maioria das pessoas já ouviram essa frase pelo menos uma vez na vida.
Assim como os seres humanos costumam dar boas notícias para amenizar o impacto das notícias ruim, Deus também costuma trazer boas notícias aos seus filhos para amenizar a dor que o pecado trouce ao mundo.
Um bom exemplo disso podemos ver no livro do profeta Miqueias que, em bora tenha levado uma forte mensagem de repreensão ao povo, foi o responsável em anunciar a vinda do Messias (cap. 5) e em apresentar a poderosa mensagem do perdão de Deus.

2 A repreensão vem acompanhada da misericórdia divina
a)                 O pecado do povo – O primeiro capítulo do livro de Miqueias está completo de repreensões contra o povo de Israel que havia caído em idolatria (Veja Mq 1:3-7). Nesses mesmo versos é predita a destruição de Samaria, que aconteceria após a sua queda.
b)                 A Misericórdia – Deus afirma que iria “ajuntar” e “congregar” Seu povo. O exilio que o povo enfrentaria não seria o fim. No capítulo 2:12 e 13 Deus anuncia que Ele iria libertar o seu povo. Deus demostra Seu amor por meio das figuras do pastor e Rei.
Em toda a Bíblia essa mesma história se repete. Vemos sempre as pessoas desobedecendo a Deus e fugindo do Senhor, e Ele misericordiosamente os busca para salvar. O amor dEle pelos seres humanos é muito maior que todos os pecados que comentamos. Devemos ser muito gratos a Ele por isso.
c)                  O Messias – Deus vai muito além em demostra amor ao Seu povo. Além de convencer o povo de seu pecado e lhes mostra um caminho melhor para seguirem, Ele ainda proporciona uma esperança maior. Deus não limitou a esperança de Seu povo. Mesmo com uma mensagem de condenação, há uma promessa de redenção para toda a nação israelita e para o mundo todo.

3 A misericórdia não estava limitada apenas a aquele tempo
A parábola que ilustra o processo de salvação com um cheque é bastante apropriada. Ela explica que a salvação para os israelitas pode ser comparada a um cheque pré-datado – eles a tinha em mão, mas ainda não usufruir totalmente dela. Já para os crentes que vivem após o sacrifício de feito por Cristo estão recebendo um cheque que pode ser descontado no momento imediato.
Uma vez que Jesus morreu e pagou todos os nossos pecados, Deus pode esquecer totalmente nossas dívidas. Não que nós a possamos pagar, mas o sacrifício de Cristo foi suficiente para pagar todos os pecados e de todos que já existiram.
Esse mesmo Deus de amor que apresentava os erros e o caminho que o povo deveria tomar para sair do erro, é o Deus que resolve dar um fim ao erro através da morte de Jesus na cruz. E se aceitarmos Cristo como o nosso substituto os nossos pecados serão esquecidos.

4 Conclusão
Deus nunca apresenta a condenação antes de mostra a graça. Ele mesmo prove um modo pelo que os seres humanos pecadores pudessem se livrar da condenação do pecado. É desejo dele que o nosso fardo de pecados seja esquecido e que possamos carregar um fardo de benção advindas de Jesus (Mt 11:28-30).

5 Apelo

Quer você hoje ter todos os seus erros esquecidos? Deseja andar por um caminho mais adequado? Deseja fazer a vontade de Deus?
Aceite o Senhor e o plano que ele tem para sua vida. Ele vai perdoar seus pecados e te fazer andar em novidade de vida.

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Introdução à Miqueias

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AUTOR E DATA
O livro leva o nome de seu autor, o profeta Miqueias, e foi escrito, provavelmente, entre os anos de 760 a 720 a.C. O nome do autor significa: “Quem é semelhante a YAHWEH (ou Jeová) ”. Miqueias não deve ser confundido com Micaías, que aparece em 2 Crônicas 18, pois são dois profetas totalmente distintos.

Miqueias, por sua vez, não é mencionado em outros textos veterotestamentários; salvo uma passagem onde Jeremias (26:18-19) cita Miqueias 3:12 com intenção de intensificar seu discurso. Além disso, o profeta não tem sua genealogia apresentada em seu livro.
Ele afirma no primeiro verso de seu livro que é morastita. Possivelmente uma província a 40 km de Jerusalém. Essa hipótese está embasada especialmente no fato do profeta demostrar preocupação com os mais humildes.

Miqueias não era profeta por formação (não havia estudado para aquele fim, ou era discípulo de outro profeta). Ele foi chamado por Deus para proclamar uma mensagem de advertência aos israelitas e reivindica sua autoridade profética ao afirmar ser guiado pelo Espirito do Senhor (Mq 3:8).

A MENSAGEM DO LIVRO
A mensagem de arrependimento e conversão está bem presente e seu livro. Além da poderosa afirmação de que Deus lançaria os pecados confessados e abandonados nas profundezas do mar. Veja os textos:

Miquéias 6:8: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus."
Miquéias 7:18-19: "Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar."

Miqueias também profetizou a respeito da primeira vindo de Jesus: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." Miquéias 5:2


ESBOÇO

I.                    Profecias contra Israel e Judá (cap. 1)
II.                 1 – Aí dos gananciosos e opressores (2:1-5)
2 – Falsos profetas (2:6-11)
3 – Deus manterá os Seus (2:12-13)
III.              Deus reprime a liderança religiosa (cap. 3)
IV.              Deus declara um chamado aos outros povos (cap. 4)
V.                Profecias Messiânicas. O Messias está vindo (cap. 5)
VI.              Deus jugará o povo e punirá os injustos (cap. 6)
VII.           1 – A maldade do povo (7:1-7)
2 – A misericórdia do Senhor (7:8-20)

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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Série “Hospital Adventista” foi produzida nos anos 70 como ferramenta evangelística

série “Hospital Adventista” foi relançada pelo portal Feliz 7 Play e já está disponível via site e aplicativo. O acervo da plataforma de streaming conta com 32 episódios, que serão publicados durante o mês de julho. Nos capítulos não há uma história contínua. Cada um deles traz um relato diferente. Nas interações dos personagens, sejam médicos ou pacientes, acontece uma troca de perspectivas que resultam em uma mensagem espiritual. Temas como a gratidão, generosidade e esperança diante da morte são abordados no decorrer dos diálogos.
Produzida nos anos 1970, nos Estados Unidos, foi a primeira série televisiva da Igreja Adventista do Sétimo Dia. O pastor William Fagal, que em 1950 começou a apresentar o programa Faith for Today (Fé para Hoje), foi uma peça-chave para a iniciativa. Sua visão de utilizar a TV como ferramenta evangelística abriu as portas para que a realização fosse possível.
A ideia de desenvolver as histórias no contexto de um hospital veio de Roy Naden, que posteriormente substituiu Fagal. George Adams foi o responsável pela direção. Para ele, participar do seriado foi enriquecedor. “Estou agradecido a Fagal e ao doutor Naden por proverem um campo de treinamento para cineastas jovens como eu”, destaca ele, que na época das filmagens tinha pouco mais de 20 anos. Hoje, aos 70 anos, George continua trabalhando como cinegrafista e editor em tempo integral.
Donald Davenport no estúdio “Doomsdale Ward”, em 1978 (Foto: Arquivo pessoal)
Donald Davenport no estúdio “Doomsdale Ward”, em 1978 (Foto: Arquivo pessoal)
De 1977 a 1979, o roteiro de Westbrook Hospital, título original do seriado, foi escrito por Donald Davenport. Em entrevista à Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN), ele explica que eram necessários até quatro dias para a gravação de um episódio. A produção foi filmada pelo Centro de Mídia Adventista, em Thousand Oaks, Califórnia. A série era inovadora para a época, ressalta o roteirista, e gerou controvérsia por causa dos custos para ser feita. O objetivo de fazê-la foi atingir novos públicos que de outra forma nunca conheceriam a palavra ‘adventistas’.
“Existiam duas séries de drama que concorriam com a nossa, de outras denominações cristãs. O nível de produção era similar, porém nosso roteiro e elenco eram melhores”, relembra Davenport. “Aqueles que estavam acostumados a assistir drama religioso pensavam que o nosso era realmente bom. Tanto que, no final, ganhamos vários prêmios. Fizemos muito com o que tínhamos.”
Influência
“Hospital Adventista” foi exibido no Brasil pela TV Adsat (atual Novo Tempo) em 2002 e 2003. Dez episódios chegaram ao País em 1996 pelas mãos do pastor Jonatan Conceição, na época produtor da emissora, que trouxe o material do Centro de Mídia da Divisão Norte-Americana, sede administrativa de Igreja para Estados Unidos e Canadá.
Veja mais fotos dos bastidores:
Para Luciana Costa, roteirista dos filmes “O Resgate”, “Libertos” e da série juvenil “-10”, ter assistido a este conteúdo significou o começo do seu interesse pela produção audiovisual. Hoje, ela considera a série um material de qualidade profissional para a época. “Mesmo assistindo hoje, e estando defasado de alguma maneira, é possível ver que foi um trabalho bem pensado e bem feito, dentro dos critérios cinematográficos”, assegura.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia realiza diversas iniciativas voltados à promoção da saúde e de um estilo de vida saudável, sempre conectadas à fé e à vida espiritual. Além disso, mantém ao redor do mundo uma rede de saúde com 175 hospitais e sanatórios; 140 lares e centros para idosos; 385 clínicas; 29 orfanatos e lares para crianças e sete aviões e lanchas médicas. Mais de 20 milhões de pessoas já foram atendidas.
Para ver todos os episódios disponíveis de “Hospital Adventista”, clique aqui.
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Igreja nomeia novo diretor do Serviço Voluntário Adventista

Nos últimos anos, Joni Roger tem atuado diretamente com os jovens (Foto: Reprodução / Facebook)
A Comissão Diretiva da Igreja Adventista para oito países sul-americanos votou nesta quarta-feira, 8, o novo diretor do Serviço Voluntário Adventista (SVA). O pastor Joni Roger Oliveira, que até o momento liderava o Ministério Jovem nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Distrito Federal assume a função anteriormente exercida pelo pastor Elbert Kuhn.
Natural de Belo Horizonte, em Minas Gerais, Oliveira graduou-se em Teologia peloCentro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho, no ano de 2005. Pós-graduado em Aconselhamento Familiar, é mestre em Missiologia Urbana pela mesma instituição.
Ao longo de sua carreira, atuou como capelão do Colégio Adventista do Portão, em Curitiba; foi pastor das igrejas do Portão, do município de Piraí do Sul, e do bairro Vista Alegre, na capital paranaense. Posteriormente, liderou o Ministério Jovem da sede administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a região central do Paraná. E há pouco mais de dois anos estava à frente do Ministério JovemDesbravadoresAventureiros, Universitários e Música para o Centro-Oeste do Brasil.
Para Oliveira, os jovens que liderarão a Igreja no futuro devem ter a oportunidade de viver experiências de voluntariado (Foto: Arquivo pessoal)
Aos 34 anos, casado e pai de duas filhas, Oliveira assume a nova responsabilidade de olho na integração. Para ele, é preciso aproximar cada vez mais o voluntariado e o jovem, que é o principal público-alvo do SVA. “Sonhamos em continuar o que outros já começaram e fazer mais parcerias com o Ministério Jovem e dos Universitários para nos aproximar deles. Também queremos potencializar as experiências de voluntários nos mais diferentes congressos e criar oportunidades de mais intercâmbio”, ressalta. “Nosso principal papel é facilitar esse processo. Queremos construir pontes.”
Oliveira cresceu lendo histórias de missionários publicadas pela Casa Publicadora Brasileira, o que, desde cedo, ajudou a despertar seu desejo de contribuir com o preparo de pessoas para servir a Igreja, o próximo e apressar a volta de Jesus, justamente o que ele reforça ter feito nos últimos anos. “A gente devorava aqueles livros e sonhava com as experiências de missionários. Hoje tenho amigos que vivem isso em outros países, e é algo que eu admiro e me motiva. Mas o meu maior senso de missão veio do meu pai, que até hoje é um grande discipulador, e plantou no meu coração o senso de capacitar e servir pessoas”, sublinha.
Em 2005, ele realizou uma série evangelística em Moçambique, na África, o que intensificou ainda mais seu comprometimento com essa causa. Neste ano, foi até São Tomé e Príncipe para participar de outro projeto missionário. “Sempre tentei aproveitar as oportunidades que Deus me deu para crescer como ser humano. Tudo o que vivi até aqui me ajudou a perceber que preciso depender de Deus, de sua graça e de seu amor para terminar a obra do evangelho. Por isso, agora espero que Deus me use com o objetivo de fortalecer o preparo e envio de jovens missionários”, pontua.
A toda língua
O Serviço Voluntário Adventista é mantido pela Igreja Adventista e tem como objetivo capacitar pessoas para que sirvam em escolas, universidades e outras instituições da denominação, seja em seu próprio país ou em outras localidades do mundo. Além do desenvolvimento pessoal, o programa promove o crescimento espiritual, profissional e cultural. Atualmente, 678 voluntários sul-americanos integram projetos dessa natureza ao redor do globo.
As nações que mais recebem participantes da América do Sul são Quirguistão, Egito, Itália e Indonésia. As vagas mais ofertadas são para professor de inglês, professor de séries iniciais, preceptor, assistente de cozinha, capelão e designer gráfico. Os projetos podem durar de oito meses a dois anos.
Para se tornar mais conhecido e se aproximar de interessados, nos últimos anos o SVA tem investido no uso de redes sociais e na participação em congressos voltados para jovens, e em outros relacionados a projetos missionários, como o I Will Go, que terá sua próxima edição internacional em 2019 em Lima, no Peru, e espera receber três mil pessoas.
Para obter mais informações sobre o programa, conhecer as vagas disponíveis e o que fazer para tornar-se um voluntário, visite sva.adventistas.org
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IASD na Itália completa 90 anos

Centenas de pessoas comemoraram em Roma os 90 anos da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Itália. A solenidade foi realizada no templo de Piazza Vulture e transmitida pelo Hope Channel Itália, Facebook, Rádio Adventista e pelo Youtube. O evento celebrou o cuidado de Deus e a fé daqueles que lutaram durante anos pela liberdade religiosa no país.
Durante a cerimônia, o presidente mundial adventista, pastor Ted Wilson, dirigiu palavras de encorajamento aos fiéis italianos e os lembrou de que fazem parte da família mundial adventista, composta por mais de 20 milhões de pessoas espalhadas em mais de 200 países.
Neste episódio do boletim internacional de notícias da Igreja Adventista, veja informações sobre um aplicativo da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) da República Tcheca, como foi um tour de ciclistas missionários na África do Sul, e o que jovens finlandeses estão fazendo em sua comunidade.
Fonte: Notícias Adventistas
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terça-feira, 24 de julho de 2018

Pediatras brasileiros emitem nota contra desenho “Super drags”

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O desenho “Super drags”, anunciado pela Netflix no dia 31 de maio deste ano, nem foi ao ar e já está causando a indignação de vários profissionais de saúde, especialmente da saúde mental, por apresentar um apelo infantil voltado para questões ideológicas relacionadas ao mundo LGBT. Apesar de a Netflix alegar que o desenho é voltado para adultos, o simples fato de utilizar uma linguagem infantil por meio da animação revela a intenção implícita dos produtores em querer alcançar o público infantil, e essa opinião é confirmada pela Sociedade Brasileira de Pediatria em uma nota publicada nesta semana contra a exibição do programa.
“A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em nome de cerca de 40 mil especialistas na saúde física, mental e emocional de cerca de 60 milhões de crianças e adolescentes, vê com preocupação o anúncio de estreia, no segundo semestre de 2018, de um desenho animado, a ser exibido em plataforma de streaming, cuja trama gira ao redor de jovens que se transformam em drag queens super-heroínas”, diz o início da nota.
Em seguida, a entidade destaca que crianças não possuem a capacidade cognitiva suficiente para compreender questões morais complexas envolvendo a sexualidade, uma vez que elas podem acabar tendo acesso ao conteúdo por outros meios, como gravações clandestinas compartilhadas pela internet.
“A SBP respeita a diversidade e defende a liberdade de expressão e artística no país, no entanto, alerta para os riscos de se utilizar uma linguagem eminentemente infantil para discutir tópicos próprios do mundo adulto, o que exige maior capacidade cognitiva e de elaboração por parte dos espectadores”, acrescenta.
O órgão também ressalta que o Supremo Tribunal Federal recentemente baniu a lei que restringia o conteúdo transmitido pelos meios de comunicação através de classificações indicativas, deixando apenas para os pais e os próprios veículos utilizarem o bom senso junto às crianças, tornando esse controle ainda mais frágil.
Na prática, sabemos que muitos ativistas vinculados ao movimento LGBT sabem da dificuldade dos pais atualmente em controlar o conteúdo que os filhos veem na TV e internet. O mesmo aconteceu com o desenho pornográfico “A Festa da Salsicha”, transmitido pelo canal HBO em horário nobre.
“Essa decisão [do STF] deixa crianças e os adolescentes dependentes, exclusivamente, do bom senso das emissoras de TV e plataformas de streaming, agregando um complicador a mais às relações delicadas existentes no seio da família, do ambiente escolar e da sociedade, de forma em geral”, continua a nota.
Por fim, a SBP também destaca os prejuízos na formação mental e afetiva das crianças e adolescentes ao serem expostos a esses conteúdos, pedindo que a Netflix cancele o lançamento da transmissão.
“Vários estudos internacionais importantes comprovam os efeitos nocivos, entre crianças e adolescentes, desse tipo de exposição. Ressalte-se o período de extrema vulnerabilidade pelo qual passam esses segmentos, com impacto em processos de formação física, mental e emocional. Sendo assim, a SBP reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e com a diversidade, mas apela à plataforma que cancele esse lançamento, como expressão de compromisso do desenvolvimento de futuras gerações”, conclui.
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Emissora de TV exibe animação pornográfica

hbo

A decadência humana parece não ter fim e o fundo do poço moral da humanidade continua sendo cavado. Prova disso é a exibição em um canal pago – com classificação de apenas 16 anos mas ao alcance de qualquer pessoa de qualquer idade – de uma animação pornográfica intitulada “Festa da Salsicha”. O desenho animado aparentemente infantil tem cenas de sexo grupal, orgias, linguagem obscena e homossexualismo. E pode atrair as crianças justamente por parecer inofensivo. O portal G1 descreve assim essa animação pra lá de “animada”:
“Depois da vida secreta dos brinquedos (‘Toy Story’) e de ‘A vida secreta dos bichos’, ‘Festa da Salsicha’ mostra a vida secreta dos produtos de supermercado. Sério, é um filme sobre isso. Eles creem que humanos são deuses e os levarão da prateleira ao paraíso. A salsicha Frank é separada de seus amigos de pacote, enquanto todos começam a descobrir que o céu não existe e todos serão devorados. A ideia absurda é a cara do chapado Seth Rogen (Frank), roteirista e ator de ‘Superbad’ (2007) [e outras produções]. […] Não é uma superprodução, mas com orçamento estimado em US$ 19 milhões foi um sucesso inesperado no verão dos EUA. Já rendeu por lá US$ 96 milhões. […] Quando você acha que vai ficar só em brincadeiras de ‘e se minha comida falasse’, pegação de salsicha com pão e treta de alimento árabe com judeu, começa a realmente se comover com o destino dos personagens. Ponto para as assustadoras cenas de mutilação em que uma banana descascada vira um pobre rosto sem pele e fofas ‘cenouras baby’ são mastigadas vivas. Assim, a animação questiona religião (o pão árabe acredita que será recebido no paraíso por 77 garrafas de azeite extravirgem, por exemplo) e vai parar em niilismo (a perda da fé leva ao pavor, mas também a incríveis orgias) e metafísica. É quando o filme começa a questionar sua própria existência. Mas aí você precisa ver tudo desde o começo para acompanhar a viagem – e pensar que tudo começou com uma piada de enfiar a salsicha no pão.”
E aí está a obra maravilhosa elogiada pela crítica. Sobre uma criança, o menor dos males seria o de fazer com que ela passasse a ter pena dos vegetais que come. O público conservador em geral vai concentrar a atenção na pornografia suja e descarada. Mas muito pior do que tudo isso é o deboche da religião e a apresentação da promiscuidade como alternativa aos que não têm mesmo futuro. Os deuses humanos, em lugar de salvar os vegetais, vão fatiá-los, triturá-los, esmagá-los e devorá-los. Não há esperança além do supermercado (ou seja, da vida). E já que vão todos morrer mesmo, por que não “aproveitar” e dar vazão a todos os instintos vegetais animais?
Então a única alternativa para os que concluem que Deus não existe é a perversão sexual e o niilismo inconsequente? Bem, essa é a ideia dos produtores e do roteirista “chapado” Seth Rogen. Uma ideia que, infelizmente, multidões estão pagando para ver – e imitar.
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Sobre o Autor:

Jair Gomes Silva é aluno do curso de Teologia da Faculdade Adventista da Amazônia. Tem grande interece pela área da teologia histórica. Ama fazer evangelismos e ganhar almas para Cristo.

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